Há uma semana o desocupado Gilmar Vilela foi linchado. Seu corpo foi encontrado três dias depois com sinais de facadas e estrangulamento. Segundo a polícia, ele era o principal suspeito de ter assassinado o industrial Francisco de Assis Tótoli e de ter violentado a doméstica ZMS, na madrugada de sábado.
Poucas horas após o suposto crime sexual, Gilmar foi agarrado e espancado por um bando na Rua Sabará, Jardim Brasilândia. Após as agressões, o jogaram no porta-malas de um Chevett e desapareceram. Na tarde de terça-feira, o corpo foi encontrado em um cafezal entre Franca e Ribeirão Corrente. Gilmar levou duas facadas no coração e estava com uma corda amarrada ao pescoço.
A equipe de homicídios da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) descobriu que pelo menos quatro pessoas participaram do espancamento. Os suspeitos já foram identificados e intimados, mas desapareceram. “Um advogado ligou para a delegacia e prometeu apresentá-los na próxima terça-feira. Vamos interrogá-los para tentar apurar a participação de cada um no crime”, disse o investigador Wellington Amato.
A família de Gilmar Vilela duvida de que ele tenha cometido os crimes que lhe são imputados. Rafael José da Cruz, tio dele, disse ser improvável o sobrinho ter matado o industrial na estrada de terra próxima à entrada do Paiolzinho. “Aquele homem não tinha como ser morto naquele local. Não havia sinais de luta, nem de sangue. Também acho que ele não estuprou a mulher. Só vou me convencer quando provarem”.
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