O Fundo Social de Solidariedade lançou um projeto no início do mês para resgatar o artesanato com couro em Franca. Apresentado durante a 2ª Fenafic (Feira Nacional de Couros, Máquinas e Componentes para Calçados), o Rede Couro e Arte - Do Lixo ao Luxo reaproveita retalhos de couro doados por fábricas e curtumes para fazer bijuterias, bolsas, toalhas de mesa, sapatos, tamancos, colchas para cama, suvenires e outros produtos.
Segundo a assistente social do Fundo Social, Rejane Spessoto, as indústrias da cidade jogam fora 50 toneladas do material todos os dias e esse lixo é transformado em produtos diferentes e originais. “Levar o couro para o artesanato é também uma forma de recuperar a memória da principal economia de Franca, pois a origem do sapato é artesanal.”
Até o momento, dez grupos e aproximadamente cem pessoas estão envolvidas no programa e com seus trabalhos integrados. O Fundo Social promove intercâmbio entre os produtores, o que permite incrementar as mercadorias confeccionadas e aumentar vendas. As peças da oficina de tear, por exemplo, são levadas para outro grupo e usadas para produzir bolsas de lona com os trançados de fios de algodão e de couro. Em outra oficina, o couro de tilápia, que é curtido na casa de artesãos e no Colégio Técnico Agrícola, é combinado em diversos modelos de bolsas.
Um dos grupos - Couros e Fios - funciona no Parque “Fernando Costa” e há cinco meses produz todas as tardes tear combinando corda sisal, fios de algodão e juta com filetes de couro para serem agregados em bolsas e sapatos. Os participantes não possuem um balanço das vendas, mas já perceberam a boa aceitação. “São produtos diferenciados que têm feito sucesso entre os compradores. A integração da Rede Couro e Arte permite ampliar as alternativas de aplicação do tear e envolver mais pessoas nesse negócio”, disse Ana Helena Rosa, coordenadora da oficina.
Os produtos de tear são vendidos a partir de R$ 30 e os lucros, revertidos para compra de materiais, pagamento dos professores e divididos entre os participantes do projeto.
SERVIÇOS
As peças são vendidas no Fundo Social, no Colégio Champagnat, no Parque “Fernando Costa”, no Quiosque da Praça Barão, no antigo Corpo de Bombeiros, na Rua Água Santa.
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