A liturgia da Igreja celebra, em 15 de agosto ou no domingo imediato, para o qual foi transferida a solenidade, a Assunção de Nossa Senhora aos Céus em corpo e alma. A devoção a Nossa Senhora da Assunção é muito antiga, no Ocidente e no Oriente. No Oriente, desde o século VII, se comemora a “Dormição” de Nossa Senhora, ou seja, a passagem da Santíssima Virgem Mãe de Deus desta vida aos Céus. Nesse século, a devoção passou ao Ocidente, por intermédio do Papa Sérgio I. Somente após um século a festa da “Dormitio” cedeu lugar à da “Assunção”. Confirmando essa devoção, o Papa Pio XII, no Ano Santo de 1950, no dia 1º de novembro, proclamou, solenemente, o dogma da Assunção da Virgem Maria aos céus, em corpo e alma. E, em 1954, instituiu o mesmo Papa Pio XII a festa da realeza da Mãe de Deus, eis que Rainha do Céu e da Terra.
A Virgem Santíssima é, em 15 de agosto, também venerada com outros diversos títulos. Eis alguns:
Nossa Senhora da Boa Viagem; devoção muito antiga em Portugal, entre os navegadores.
Nossa Senhora da Abadia: a devoção teve origem no Convento de Bouro, situado perto de Braga, em Portugal.
Nossa Senhora da Glória.
Nossa Senhora da Ponte: o título adveio do fato de terem sido construídas capelas dedicadas á Virgem Santíssima, junto de pontes sobre os rios.
Nossa Senhora da Vitória: a invocação da Virgem Santíssima com este título tem como objetivo um agradecimento à vitória obtida sobre o inimigo.
Nossa Senhora do Desterro: é a padroeira dos que foram obrigados a deixar a pátria ou a fugir para outro país à procura de melhores dias.
Nossa Senhora dos Prazeres: à semelhança de qualquer Mãe terrena, sofreu grandes dores, mas também teve circunstâncias de imensas alegrias: a anunciação do Anjo Gabriel, a saudação de sua prima Izabel, o nascimento de Jesus, a adoração dos Reis Magos, o encontro de Jesus no Templo entre os doutores, a primeira aparição de Jesus Ressuscitado e a coroação da Virgem Maria no céu.
Nossa Senhora do Paraíso: devoção que corresponde à invocação a Nossa Senhora Rainha dos céus.
Nossa Senhora da Oliveira: este termo é o símbolo da fecundidade, do enraizamento e da paz.
Nossa Senhora dos Anjos: na cidade de Assis (Itália), acha-se uma bela Basílica a ela dedicada e no seu interior encontra-se a Capela da Porciúncula, na qual São Francisco de Assis recolhia-se em oração.
Nossa Senhora dos Remédios: essa devoção é conseqüência da crença e da profunda fé de que Nossa Senhora é a Medianeira de todas as graças, espirituais e materiais.
Nossa Senhora da Consolação: a invocação da Virgem Santíssima sob o título de Consolação remonta ao tempo dos Apóstolos que após a ascensão de Jesus Cristo aos céus, os confortou e consolou, animando-os na missão de propagar o cristianismo. É ela a consoladora dos aflitos que estão espalhados pelo mundo inteiro.
Muitos títulos são atribuídos a Nossa Senhora, a Mãe de Jesus e nossa Mãe, a Rainha do Céu. O mais importante é saber que Maria é proclamada “bem-aventurada” porque acreditou no cumprimento das palavras do Senhor. Ela é modelo para seguir na caminhada da vida.
Nossa Senhora da Assunção, rogai por nós!
No mês das vocações rezamos nas missas pelas vocações religiosas femininas.
PADRE JOSÉ GERALDO SEGANTIN é pároco da Catedral de Franca
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