Repercutiu muito mal a atitude do secretário da Saúde, Alexandre Ferreira, de imputar à imprensa e à própria população a responsabilidade pelos problemas registrados no Pronto-Socorro “Dr. Janjão”. Por meio de um ofício entregue na quarta-feira ao Ministério Público, Ferreira tentou justificar a superlotação no PS e as constantes reclamações de mau atendimento alegando que os usuários utilizam a unidade sem necessidade e que as críticas da mídia fazem com que os funcionários trabalhem “inconformados e incomodados”.
A resposta às declarações do secretário foi imediata por parte dos leitores e ouvintes do Comércio e da rádio Difusora. Por e-mail, Fernando Stefens considerou a postura de Ferreira como de “zombaria”. “Por favor, um pouco de compostura. O Comércio e os outros órgãos de comunicação cumprem seu papel quando denunciam o verdadeiro estado de calamidade em que se encontra a saúde pública”. A leitora Aline foi ainda mais contundente. “Deve estar maluco. Aquilo que ele chama de PS é uma imensa vergonha.”
Os ouvintes da Difusora também se revoltaram. No programa Hora do Cacete, do apresentador Marcelo Valim, foram várias as manifestações de repúdio à atitude de Ferreira. Um deles foi Erotildes Souza Maia, morador no Jardim Paulistano.
“A imprensa não inventa nada. Fui levar uma pessoa lá (no PS Janjão) e pude ver. O troço lá é enrolado, enrolado e enrolado. Ainda querem falar que está bom? Está é abandonado aquilo lá”, disse.
A exemplo do que tem feito nas últimas semanas, o secretário Alexandre Ferreira, mais uma vez, não atendeu à reportagem do Comércio. Várias tentativas de contato foram feitas ontem para o telefone de seu gabinete e seu celular, mas não houve retorno.
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