Os fabricantes de calçados do Jardim Planalto estão revoltados com a ação de ladrões de fios de cobre no bairro. Em menos de trinta dias, diversas ações foram registradas e o prejuízo neste período já é superior a R$ 30 mil. A principal reclamação das vítimas diz respeito a uma suposta falta de empenho da polícia. O delegado responsável pela área, João Walter Tostes Garcia, nega que haja inoperância, diz que está investigando todas as denúncias e que já até prendeu um dos ladrões.
Dono de uma fábrica no Planalto, Paulo Henrique Borges de Andrade disse que a situação está insustentável. Somente em seu barracão, foram quatro furtos cometidos de 27 de julho até hoje. “Estou pensando em ir embora do bairro, ou até mesmo de Franca. Não dá para você trabalhar honestamente, gerar empregos, impostos e ser lesado desta maneira. E o pior é ver como ficamos de pés e mãos amarrados, sem poder fazer nada”, disse.
A menos de duas quadras da fábrica de Andrade fica a banca de corte de João Roberto Rubim. O local é outro alvo constante de “visitas” dos marginais. Segundo ele, os prejuízos são grandes: a cada novo furto de fios de cobre, são gastos R$ 2,5 mil para consertar a rede elétrica. “A situação é tão alarmante que um colega meu ia montar uma fábrica ao lado do meu barracão, mas ficou com medo e desistiu. Você empregar 50 pessoas e não ter o mínimo de segurança é triste e revoltante”.
Ambos disseram ter procurado a polícia várias vezes. Mais de uma dezena de Boletins de Ocorrência dos dois e de outros seis empresários foram elaborados. “A gente vai à delegacia, dá pistas, ajuda, mas não tem jeito. Os bandidos continuam furtando e nós, pagando a conta”, disse Rubim.
POLÍCIA
O delegado responsável pela área, nega que a polícia esteja parada. Diz que já prendeu um dos ladrões e que investiga todas as pistas. Mas reconhece que são delitos de difícil identificação e detenção dos ladrões. “Vamos atrás de todas as pistas, tanto que já indiciei dois donos de desmanches por isso. Mas a ação do ladrão é rápida: ele furta, derrete o cobre e já vende”.
Garcia alega ainda que a Prefeitura poderia ajudar a polícia, fiscalizando com mais rigor os ferros-velhos e desmanches e providenciando iluminação pública para o local. “A escuridão facilita para os marginais agirem sem que ninguém veja. O fato de os comerciantes que compram o cobre trabalharem sem pressão dos fiscais é outro aspecto benéfico aos ladrões”, disse o policial.
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