Jovem morreu dois dias após ficar noivo


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Natural de Matutina, no interior de Minas Gerais, Amilton Pereira foi criado em Franca. Morou com os tios no Jardim Luiza I e também passou boa parte de sua vida com os avós em Cristais Paulista. Segundo familiares e amigos, era tranqüilo e muito esforçado. Ele trabalhava como pedreiro e sonhava com uma vida melhor. No fim de 2003, juntou as economias, fez um empréstimo e decidiu se mudar para os Estados Unidos. Sem o visto de entrada, aventurou-se pelo México e passou pela fronteira sem ser detido. Mesmo na condição de imigrante clandestino, conseguiu trabalhar e montar uma pequena empresa. O negócio estava prosperando e, aos poucos, começou a juntar dinheiro. Desde que foi embora, não havia retornado ao Brasil, mas sempre mandava notícias. No começo do mês, ligou para os familiares em Franca e contou as novidades. Havia ficado noivo na sexta-feira, dois dias antes de morrer. Pretendia se casar no fim do ano. No último telefonema, falou de sua satisfação. “Nós conversamos pelo telefone. Ele estava muito feliz e cheio de planos. Disse que estava um pouco cansado e com muitas saudades”, disse a tia Maria Eustáquia, conhecida por “Lia”. Abalada pela morte do sobrinho, ela disse que não deverá acompanhar seu sepultamento. “Acho que não terei forças. Ele foi criado comigo e estou muito sentida. Gostava demais dele. Aqui em casa, estamos todos arrasados”. Sua filha Alessandra também falou com pesar sobre a morte do primo. “Foi uma tragédia o que aconteceu. Ele era muito novo e tinha uma vida inteira pela frente. É triste saber que morreu tão cedo. Não teve tempo de desfrutar nada.” Primos de Amilton que também moram nos Estados Unidos ajudaram a liberar seu corpo e a pagar as elevadas taxas. Apesar da morte do parente, não deverão retornar ao Brasil.

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