Não sou alarmista, mas as complicações fiscais do Brasil nunca foram tão grandes. E certo que o aumento da carga tributária é inaceitável e que os gastos públicos devem diminuir, sob pena de chegarmos ao imobilismo. O principal problema está nos gastos sociais, sem paralelo em países de renda semelhante.
E o pior é que esses benefícios, embutidos nas contas da Previdência, não chegam aos mais pobres. Por isso a distribuição de renda não tem melhorado. Nossa Previdência é distorcida e incomparável à de outros países. Nossa cidadania atropelada é mais um exemplo de propostas imediatistas que deterioram a qualidade de vida nas cidades.
Em todas as regiões do mundo e em todas as circunstâncias, os trabalhadores buscam agarrar-se às organizações que constituem a classe enquanto classe, para ser instrumento de sua resistência, para fazer dessas organizações um instrumento da sua luta de classe, independentemente e apesar dos que dirigem essas organizações.
Qual é a situação no nosso país?
Ninguém pode ignorar os acontecimento de meados de maio em São Paulo, provocado pela ação conjunta do governo do Estado (PSDB-PFL) com as máfias do crime, como o PCC.
Para além da forma aparente desses acontecimentos, é evidente que esse é um processo de desagregação da nação. Processo que visa aterrorizar os trabalhadores e os jovens. É uma nova etapa visivelmente inspirada pelo imperialismo americano, para tentar desmantelar a nação e derrotar a classe operária e a juventude brasileira que resistem a seu plano. A nação brasileira precisa estabelecer a sua soberania, estabelecer o controle sobre os seus próprios recursos. O mal de governo é ir criando sempre novos programas sociais sem aproveitar o que já vinha sido feito.
Este ano acontecerá ás eleições. E quem quer que seja o candidato, ao assumir a presidência terá uma responsabilidade maior, uma responsabilidade em defesa da democracia, em defesa da integridade humana, em defesa da preservação das nossas riquezas minerais, d nossa flora, da nossa fauna.
O Brasil tem sido espoliado, depredado, sujado. É preciso haver uma revolução no pensar e no agir.
Chega de pilhagem. Haveremos de recusar políticas de guerra que querem despedaçar o pouco que construímos em detrimento dos grandes grupos capitalistas.
“Para conhecermos a verdade, necessitamos colocar todos os conhecimentos em dúvida, questionando tudo,para analisarmos e concluirmos se de fato existe algo que possamos ter plena certeza”.
Agora, mais que nunca precisamos rever nossos conceitos.
A transformação que está ocorrendo tem como pano de fundo o dilema da época histórica em que estamos vivendo. Diante de fatos como a invasão da industria calçadista chinesa, a falta de tributação para as indústrias e para as usinas sucroalcooleiras, gerando o aumento do álcool combustível e seus derivados, a exaustão crescente dos recursos naturais como a deteriorização das margens do rio Canoas. O problema da sobrevivência passou a ser uma questão real e presente em qualquer discussão sobre o futuro.
O antigo sistema de valores está sendo desafiado. Portanto, acredito que a renovação da Câmara Estadual e Federal, é de suma importância. A saúde merece mudança urgente. A educação pede reformulação verdadeira, já. A política ambiental pede socorro. Acredito que votando nos candidatos da nossa região teremos maiores chances de nossas reivindicações serem atendidas.
CECÍLIA MASSI é Consultora de Marketing
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