Cinco das mil maiores empresas do Brasil são da região de Franca. A constatação faz parte da mais recente pesquisa feita pelo jornal Valor Econômico em parceria com a Escola de Administração de Empresas da FGV (Fundação Getúlio Vargas). O estudo analisou 3 mil grupos empresariais em sete meses e elencou os mil maiores com base em indicadores econômicos, com destaque para o crescimento sustentável e receita líquida.
Magazine Luiza, de Franca; Brejeiro (arroz e óleo), Morlan (metalúrgica de arames e pregos), as duas com sede em Orlândia; Usina Batatais (açúcar e álcool), de Batatais, e Usina Alta Mogiana (açúcar e álcool), de São Joaquim da Barra, apareceram no levantamento e desbancaram empresas como Total Linhas Aéreas e Yakult. Todas, inclusive, têm receitas líquidas superiores ao orçamento de Franca, estimado em R$ 220 milhões, e com exceção do grupo Brejeiro, melhoraram suas posições no ranking publicado pelo Valor no ano passado.
O Magazine Luiza é o grupo possui a melhor colocação no ranking, 179 contra 244 em 2005 (veja matéria nesta página), mas o maior destaque da região é a Usina Batatais, que avançou 228 posições em um ano, saiu do 925º lugar para a 697ª colocação. Campeã do setor Açúcar e Álcool pelo segundo ano consecutivo, a usina trabalha com a filosofia de reduzir ao máximo seus custos, valorizar o funcionário e estimular as atividades na comunidade.
De propriedade da família Biagi, a usina tem em seu quadro 2.100 funcionários, com assistência médica, odontológica e auxílio-medicamento. Ontem o diretor administrativo Edson Renato Fantacini foi procurado para falar sobre a expansão do grupo, com a abertura de uma nova unidade em Lins, e a gestão da empresa, mas não pôde atender a imprensa em razão de compromissos agendados anteriormente.
Outra que melhorou sua posição nos quesitos analisados, de 958 para 881, foi a Usina Alta Mogiana, em São Joaquim da Barra. Fundada em 1983, a empresa faz controle das despesas e investe em projetos sociais e ambientais. Um dos diferenciais da usina é a utilização de mão-de-obra feminina em serviços antes só executados por homens, como tratoristas, vigias, técnicas de laboratório e motoristas de caminhão. A Morlan avançou 23 posições (777 para 754) e o Grupo Brejeiro caiu 235 colocações no ranking (431 para 666). Ambas estão situadas em Orlândia.
A AVALIAÇÃO
Segundo o professor de economia do Uni-Facef (Centro Universitário de Franca), Hélio Braga Filho, o diagnóstico apresentado é de extrema importância para os setores pesquisados, pois analisa as políticas adotadas e ajuda a elaborar ações conjuntas para um futuro próximo. “São análises confiáveis com dados passados pela próprias empresas”, disse.
Em sua sexta edição, a pesquisa utilizou critérios novos para elencar as mil primeiras empresas, mas os indicadores com maior peso foram aqueles que analisam o resultado de produção e vendas brutas, deduzido das devoluções (receita líquida), e o crescimento prolongado. “São empresas com trajetória segura e base sólida”, explicou o economista.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.