O trabalho do jornalista Corrêa Neves como repórter da Última Hora, diante do destaque que vinha conseguindo, acabou chamando a atenção do prefeito William Sallem. De fevereiro a maio de 1955, foi seu secretário. Após este curto período em sua primeira experiência na administração pública, aos 27 anos, retornou à labuta diária do jornalismo. Repórter setorista na Assembléia Legislativa do Estado, voltou a colocar seu nome em evidência e despertou a atenção do líder do então PSP, o médico e mais famoso político dos anos 40/60 de São Paulo: dr. Adhemar Pereira de Barros, figura legendária que lhe renderia além da amizade e da presença constante como fiel escudeiro e assessor de Imprensa, uma intensa vivência no poder. Adhemar de Barros governou São Paulo durante 12 anos: quatro como interventor de 1938 a 1941 e oito como governador (1947-1951 e 1963-1966), eleito e reeleito pelo voto popular. Em 1959, o jornalista Corrêa Neves viaja com Adhemar de Barros por todo o País, como assessor pessoal e um dos coordenadores da campanha para a Presidência da República. Porém, o político paulista foi derrotado por Jânio Quadros no pleito realizado no ano seguinte.
Corrêa se manteve fiel e ligado a Adhemar até sua morte, no dia 12 de março de 1969, em Lourdes. Durante todo o tempo em que esteve ao lado de Adhemar de Barros, tranformou seu Gabinete em uma espécie de embaixada de Franca em São Paulo. Com sua influência, participou decisivamente da construção de escolas e outros benefícios para a cidade e região, como a instalação da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade Estadual Paulista (hoje abrigando os cursos de Direito, História e Serviço Social). Por causa disso, foi homenageado ainda em vida, dando nome ao campus da Unesp em Franca, cuja construção, depois de anos de reivindicações, está prestes a ser iniciada.
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