Secretário descarta reajuste de temporários


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DISCUSSÃO - Jerônimo não acredita que as verbas dos salários, vindas da União, serão aumentadas
DISCUSSÃO - Jerônimo não acredita que as verbas dos salários, vindas da União, serão aumentadas
O secretário de Administração e Recursos Humanos da prefeitura, Jerônimo Sérgio Pinto, e o líder do prefeito Sidnei Rocha (PSDB) na Câmara Municipal, Jepy Pereira (PSDB), têm discursos diferentes sobre a transformação do contrato de 89 servidores. Os profissionais possuem um vínculo com prazo determinado de vencimento. Com a lei, esse prazo passaria a ser indeterminado. Um projeto de autoria de Sidnei foi enviado à Câmara na terça-feira, mas não entrou na pauta de discussões. Pela lei, 68 agentes da Vigilância em Saúde e do Programa Médico da Família deixariam de ser funcionários temporários, mas continuariam ganhando R$ 400 mensais. A direção do Sindicato dos Servidores e a oposição tentaram negociar para que esse valor sofresse um reajuste e se equiparasse ao menor salário da prefeitura, hoje no valor de R$ 661. Jepy abraçou as reivindicações e foi ao gabinete do prefeito discutir a hipótese. O porta-voz de Sidnei na Câmara foi categórico ao relatar o resultado da reunião. “Vamos alterar o projeto e refazer a parte que trata dos salários”. O tucano afirmou que Sidnei desconhecia os moldes do projeto e que, por isso, ele havia sido enviado daquela forma. A solução encontrada por Jepy foi adiar a entrada do projeto na Câmara para que o prefeito atendesse à reivindicação. As alterações prometidas pelo vereador beneficiariam apenas aos agentes. Outros oito supervisores de campo, quatro técnicos de enfermagem, um enfermeiro, dois veterinários, quatro agentes administrativos e dois multiplicadores educacionais, que compõem a lista de funcionários com mudança no vencimento de seus contratos e têm remuneração acima de R$ 600, estariam fora das mudança no projeto. NADA DISSO Jerônimo Sérgio Pinto desmentiu, ontem, que a Prefeitura pense em dar qualquer reajuste aos funcionários. Ele disse que a emenda constitucional 51, de fevereiro de 2006, “simplesmente deu caráter de definitivo aos contratos”. Nada mais. Jerônimo explicou que os salários dos agentes, principal ponto de discordância, são garantidos com verbas do Ministério da Saúde e que um reajuste de cerca de R$ 260 implicaria um aumento de gastos do município de R$ 17 mil. “Não acredito que a União vá aumentar o repasse, por isso, é temerário mexer com isso agora.”

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