O encontro do corpo foi recebido com alívio pelos familiares de Gilmar Vilela. Com a certeza de que ele estava morto, desde o fim de semana eles estavam vasculhando matas nos arredores de Franca à sua procura. Na manhã de ontem, o avô e três tios dele seguiram até a Fazenda “Marquesa”, entre Franca e Ribeirão Corrente, e fizeram buscas no meio de um extenso cafezal em formação.
Sob um sol escaldante, percorreram toda a propriedade e avistaram o cadáver debaixo de pés de café. A polícia não sabe se Gilmar foi morto ou apenas desovado no local. Há indícios de que pode ter sido arrastado. “Nem tive coragem de chegar perto. Foi uma judiação o que fizeram ele. Estou muito sentido, mas, ainda bem que encontramos o corpo. Agora vamos sossegar um pouco. Não tinha esperanças de achá-lo com vida”, disse o aposentado Hélio José da Cruz, avô da vítima.
Solteiro e pai de duas filhas menores de idade, Gilmar Vilela era viciado em drogas e já esteve preso por várias vezes. Era apontado pela polícia como o rei do furto na zona leste. Por causa dos constantes problemas em que se envolvia, os próprios familiares previam que ele teria um fim trágico. “Não esperava coisa boa, não. Ele foi criado dentro de casa. Ajudei e dei conselhos, mas era muito difícil, estava sempre no erro. Esses dias mesmo, arrumei uma casa de recuperação e levei ele para lá. Ficou apenas dois dias e saiu”, disse o avô.
A doméstica ZMS, que teria sido estuprada por Gilmar Vilela, concedeu entrevista à rádio Difusora e confirmou ter sido violentada por ele como já havia dito em depoimento à polícia. “Eu preferia que ele tivesse sido encontrado vivo para pagar pelo que fez”, disse ela.
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