A polícia está investigando uma carta supostamente escrita por um membro do PCC (Primeiro Comando da Capital) deixada em uma indústria de calçados no Jardim Paulistano. Repleta de erros de ortografia e com trechos incompreensíveis, a carta faz críticas à imprensa e ao sistema carcerário.
A carta foi colocada debaixo da porta da empresa e encontrada pelo seu proprietário, que, a princípio, pensou se tratar de uma correspondência endereçada à sua fábrica. Ao abrir o envelope e começar a ler, verificou que o teor da carta era totalmente estranho e resolveu levá-la à delegacia. O delegado João Valter Tostes disse que a carta será analisada, mas não quis comentar o assunto.
Nas três páginas escritas por um suposto integrante da facção, as críticas são contra o sistema prisional e o modo como os presos são tratados. Em um dos poucos trechos compreensíveis da carta, há menção a supostas vinganças que aconteceriam no interior das penitenciárias. “Fazem barbaridades usando os argentes (sic) e sua cúpula como instrumento de tortura. Samos ( sic) refém do sistema e não temos apoio algum”.
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