Procurar o melhor curso que encaixe o estudante num mercado de trabalho promissor é sempre a primeira coisa a se pensar. É assim com todos, e não foi diferente com Fransérgio Garcia Braz. Cursou até o terceiro ano de Direito e desistiu para fazer Letras. A escolha foi logo rechaçada pela família. “Todos disseram: ‘Porque você está fazendo isso. É um erro’. Mas eu não desisti. Sabia que o que eu queria era me aprofundar na língua portuguesa, estudar literatura. Foi o que fiz”, disse Fransérgio.
A decisão do estudante, que também é empresário, resolveu um conflito de consciência que passou a persegui-lo a partir do início do terceiro ano de faculdade. “O curso estava cada vez mais se aprofundando nas disciplinas de leis. Admiro a profissão, mas vi que não era a minha”, afirmou. Sua paixão pela gramática, sintaxe, por nomes da literatura brasileira como João Guimarães Rosa, Rubem Braga, Machado de Assis, além de sua vocação para ensinar, o empurraram para o abismo das letras.
Para profissão, já sabe o que vai fazer. Quer ser professor de língua portuguesa. “Quero ensinar. Tenho vocação para isso. Também quero pesquisar mais sobre a nossa língua e suas variantes. Estou feliz com a escolha que fiz”, disse Fransérgio.
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