Letras


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Foi-se o tempo no qual ingressar no curso de letras de qualquer universidade era coisa apenas de mulher. Hoje, até 30% das cadeiras nas universidades locais são ocupadas por homens. Não é por menos. O licenciado pode atuar em diversas áreas, que vão desde tradutores de livros e textos, passando pelos já conhecidos cargos de professores, podendo chegar a escritores. A média salarial varia de acordo com as regiões, mas pode-se dizer que se passar por um concurso público para professor de língua portuguesa, por exemplo, com uma carga horária de 30 horas/aulas por semana, o piso pode chegar a R$ 1.200 por mês. Após mais de 40 anos da revolução feminista e dos sutiãs queimados em plena praça pública, o mundo mudou, a mulher procurou outros caminhos, ganhou espaço e vislumbrou novos horizontes. Da mesma forma, os homens também se viram de frente para as mudanças, não se intimidaram e, abertos, conquistam novos espaços. O curso de letras, que já foi completamente freqüentado por mulheres, agora vê a chegada de homens interessados em aprender. De acordo com Sheila Fernandes Pimenta e Oliveira, coordenadora do curso do Centro Universitário Uni-Facef, a mudança deve-se à abrangência das áreas de atuação para os formandos. A escolha para a área a atuar começa no ato da inscrição. O estudante pode optar por estudar apenas a língua portuguesa ou, se preferir, pode ter habilitação em língua portuguesa ou também em estrangeira. “O profissional de letras estuda, pesquisa e ensina língua portuguesa, literatura brasileira, ou outras línguas como o inglês, latim, grego, alemão ou o francês, e suas literaturas específicas, como por exemplo, a americana ou a francesa”, diz. O curso de licenciatura habilita a dar aulas para 1º e 2º graus. No caso de habilitação em língua estrangeira, é necessário, no mínimo inglês fluente, no caso da Uni-Facef. Para a Unifran, outra universidade que oferece a licenciatura em Franca, a exigência é de inglês ou o espanhol básico. Como estudante, o aluno pode optar por realizar pesquisas ao longo dos seis semestres ou três anos de curso. “São muitas áreas a serem pesquisadas como linguística, literatura, etc”, diz a coordenadora de letras da Unifran, Lúcia Nafim. VOCAÇÃO Tanto para quem opta por se aprimorar na língua portuguesa quanto para a estrangeira, a escolha é coisa de vocação. “É preciso gostar muito de leitura, ter capacidade de análise, redação, tradução e habilidade para a versão de textos. O curso exige aptidão verbal, bom conhecimento gramatical, facilidade para a transmissão de idéias, criatividade, clareza, objetividade”, explica Sheila Pimenta. Apesar de parecer exigente demais, de nada adianta os requisitos citados se não houver envolvimento ou muita vontade do jovem para encarar os três anos de curso. Segundo Rúbia Tassiane Rodrigues, segundarista do curso de letras da Unifran, a escolha tem que ser mesmo é por vocação. “Tinha a intenção de prestar vestibular para relações internacionais. Mas descobri a minha verdadeira vocação”, diz ela, que é professora de inglês há quatro anos em uma escola particular da cidade. Após a conclusão, ela espera continuar estudando, para melhorar seu potencial.

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