160 famílias construirão suas próprias casas


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Luzia de Almeida, o marido José Augusto e os filhos são vistos na entrada da casa onde vivem: sonho da casa própria move a família
Luzia de Almeida, o marido José Augusto e os filhos são vistos na entrada da casa onde vivem: sonho da casa própria move a família
A costureira desempregada Luzia Aparecida de Almeida, 33, e o marido, o catador de papelão José Augusto de Almeida, 43, pagaram aluguel durante seis anos e há oito moram em dois cômodos emprestados pelo pai dela. Os dois sonham construir a casa própria e com um lugar adequado para criar os filhos pequenos. Luzia e José vivem com quatro crianças entre 5 e 13 anos, na Rua Curitiba, 2.680, no Jardim Brasilândia II. O portão está velho, o chão é de terra batida e o imóvel tem apenas dois cômodos: a cozinha e um quarto. No local escuro e apertado (cerca de 10 metros quadrados), a mãe dorme num sofá, um dos filhos no outro, os dois irmãos mais velhos na cama de casal, e o pai e outra criança em uma de solteiro. “Meu pai emprestou essa casa, mas é algo provisório. Quero ter a minha casa, mobiliar e deixá-la bem bonita. Nunca tive casa própria”, disse Luzia, emocionada. O sonho de Luzia está prestes a se realizar. Sua família é uma das 160 contempladas pelo convênio da Prefeitura com a CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional Urbano) e deverá começar a construção da casa nova em setembro. São moradores com inscrição na Prohab que vivem em submoradias e ganham menos de R$ 500 por mês. “Consultamos dois mil inscritos que vivem péssimas moradias. O primeiro grupo a ser atendido foi selecionado criteriosamente de acordo com a casa, maior número de filhos e menor renda”, disse Vanderlei Tristão, presidente da Prohab. A Prefeitura doou os terrenos no Jardim Santa Bárbara, a CDHU fará investimentos de mais de R$ 2,2 milhões no financiamento dos materiais e as famílias construirão os próprios imóveis em sistema de mutirão nos finais de semana. A obras começarão após a Prohab contratar pedreiros, arquiteto, assistente social, etc., e capacitar os contemplados (leia mais sobre a contratação nesta página). As 160 unidades serão divididas em grupos de 40. “A previsão é terminar cada bloco entre quatro e seis meses para então iniciar o seguinte”, disse Tristão. As casas terão 44 metros quadrados com dois dormitórios, sala, cozinha, banheiro e quintal. O financiamento será pago após a entrega do imóvel, com parcelas que correspondem a 15% da renda familiar e durante 15 anos. Luzia e José recebem cerca de R$ 200 com a venda de sucatas e mais a bolsa do programa Renda Mínima. “Vamos conseguir pagar e ter um teto melhor para criar as crianças”, disse ela.

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