Entre o bispado e a paixão pelo Tricolor


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O bispo coadjutor da Diocese de Franca, Dom Caetano Ferrari, de ordem franciscana, já passou por situações “difíceis” de torcedor. São-paulino, teve de celebrar uma missa em Buritizal na final do Mundial entre o São Paulo e o Liverpool, ano passado, e só soube da vitória após ouvir o foguetório durante seu sermão, em uma igreja com predominância de mulheres. “Os maridos assistiam ao jogo”, disse. Hoje, às 21h45, estará em sua casa, na Rua Saldanha Marinho, no Centro, vizinha ao bar do Garcia, conhecido reduto são-paulino na cidade, concentrado e na esperança de ver o milagre do Tricolor vencer a vantagem do Internacional e ser sacramentado tetracampeão da Copa Libertadores da América. “A bagunça não me incomoda e de vez em quando até ouço alguns lembrarem da mãe do juiz”, brincou. Coincidência ou não, o bispo comentou que não poderia estar em lugar melhor. Ele torce para o São Paulo desde criança e por influência dos dois irmãos. “Sempre joguei futebol, ficando na ponta esquerda, e era são-paulino contrariando meu pai palmeirense”, contou. Como ídolos, nomeia. “Rogério Ceni, que é um goleiro importante, Lugano, que infelizmente pode sair do São Paulo, Mineiro e Lenílson, que jogou bem no expressinho de domingo”, elencou. Crítico, ele arrisca que a permanência de Ricardo Oliveira no ataque não é essencial para uma vitória e disse acreditar que a ausência de Josué no meio-de-campo atuando com o Mineiro é o que mais prejudicará o time paulista. (RC)

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