Entre as alegações dos vereadores contrários à bonificação para PMs que autuarem motoristas, está o receio de se incentivar uma “indústria da multa”. Gilson Pelizaro se coloca firmemente contra o projeto.”O convênio, nós já aprovamos outras vezes. O que não podemos é, dentro do convênio, aprovar a gratificação”, disse, lembrando que seria como um prêmio ao policial que multasse, o que, em sua avaliação, poderia gerar excessos no número das autuações.
O fato de o convênio não estabelecer de onde sairia a gratificação e, principalmente, qual seria seu valor, fortalece os argumentos dos que são contra a proposta. O assessor do Gabinete do prefeito, José Paschoal Ribeiro, não foi localizado ontem, nem no gabinete, nem por seu celular, para esclarecer essas dúvidas.
O líder do prefeito na Câmara, Jepy Pereira (PSDB), sugere uma alternativa. “Poderíamos aprovar a renovação e deixar a gratificação para um outro projeto”. O presidente da Câmara, Marcelo Mambrini (PMN), que é sargento da PM, coloca-se como o principal defensor da gratificação e reluta em aceitar a idéia de abrir mão da mesma. “Tudo dependerá da discussão (de hoje)”.
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