A misteriosa morte do industrial Francisco de Assis Tótoli, 63, sábado de madrugada, ganhou contornos ainda mais enigmáticos ontem. Um suspeito de envolvimento no homicídio está desaparecido desde o dia do crime. Seus familiares acreditam que ele também possa ter sido assassinado por vingança. A polícia investiga o caso e faz buscas na tentativa de encontrar o cadáver.
A complexa história começou sábado à tarde quando a doméstica ZMS procurou o Plantão Policial e se apresentou como namorada de Francisco Tótoli. Disse que estavam no interior de um Logus diante da casa dela, no Jardim Paulista, na noite de sexta-feira, quando foram rendidos por um homem armado de facão. O desconhecido os levou até uma estrada de terra, próximo à entrada do Paiolzinho. Lá, matou o industrial.
Ainda segundo a versão da doméstica, na seqüência, o criminoso seguiu com ela até Claraval (MG), onde a estuprou. Depois, a mulher teria sido deixada em Franca pelo suposto maníaco. Ela disse que demorou a denunciar o caso por temer represálias. Sua história foi recebida com ressalvas pelos policiais.
Na manhã de ontem, familiares do desocupado Gilmar Vilela, morador do Jardim Brasilândia, procuraram o 3º Distrito Policial, ontem, para registrar seu desaparecimento. O rapaz não é visto desde a tarde de sábado.
Segundo a própria família, ele é suspeito de ter matado Francisco Tótoli e de ter violentado a doméstica. Seria justamente pelo crime sexual que Gilmar teria sido espancado e morto por um grupo formado por pelo menos quatro pessoas. “Nos disseram que várias pessoas o pegaram na Rua Sabará e que o espancaram no meio da rua. Depois, colocaram o corpo em um Chevett e levaram para uma mata”, disse um tio do desaparecido.
Ele disse ter ouvido relato de pessoas que teriam visto os agressores cortando o corpo de Gilmar e exibindo as partes a populares na região do Jardim Paulista. A polícia não conseguiu comprovar a informação. O sumiço de Gilmar Vilela é investigado pelo 3º DP e pela DIG (Delegacia de Investigações Gerais).
Durante todo o dia, várias denúncias anônimas foram feitas à polícia. Uma delas informava que o corpo teria sido desovado em uma plantação de café localizada entre Franca e Ribeirão Corrente. Policiais fizeram buscas no local indicado, mas não encontraram nada. “Já levantamos nomes de alguns suspeitos, mas é prematuro fazer qualquer afirmação. Por enquanto, não dá para dizer se Gilmar participou do homicídio e se ele está mesmo morto. Primeiro, é preciso encontrar o corpo”, disse o delegado Wanir José da Silveira Júnior.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.