O presidente da Samello, Miguel Sábio de Mello Neto, disse ontem que o comando da empresa busca alternativas para pagar os salários dos funcionários em dia e terminar com as greves relâmpago. Embora o empresário não tenha revelado quais seriam os caminhos a serem seguidos, a venda de patrimônio da Samello e a obtenção de empréstimos junto a instituições privadas ou públicas seriam as principais saídas.
“Não posso precisar nada antes de dar certo. Mas trabalhamos com pelo menos quatro frentes para resolver de vez este problema dos atrasos. Creio que nos próximos 15 dias teremos uma posição concreta para passar aos funcionários”, disse Mello Neto.
O empresário disse que o número de pedidos fechados também é bom. Em especial do exterior. Estados Unidos, União Européia, Argentina e Chile são os principais destinos. Os pedidos seriam suficientes, segundo ele, para garantir a produção por mais três meses. Mas, para cumpri-los, a diretoria sabe que paralisações, como a de ontem, não podem acontecer freqüentemente. “Sem nossos funcionários, não temos como produzir. Eles são a base da empresa. Nossa prioridade é pagá-los antes mesmo de fornecedores, representantes, ou seja quem for”, disse Mello Neto.
Os atrasos para pagar os fornecedores, aliás, são outro problema enfrentado pela Samello. Principalmente os de vaquetas, solados e forros. “Vamos tentar colocar a casa em ordem o quanto antes, pois se não tivermos matéria-prima, deixaremos de produzir o necessário; daí, os salários atrasam e os funcionários param. Vira um ciclo vicioso”, disse o empresário.
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