Finalmente a espera acabou. A partir desta segunda-feira, quem passar pela Avenida Eufrásia Monteiro Petráglia, partindo do Hospital do Coração e indo em direção à Zona Norte de Franca, e olhar para a direita verá as primeiras máquinas operando no acidentado terreno onde será erguido o campus “Jornalista Corrêa Neves” da Unesp/Franca. A inauguração tem data marcada: fevereiro de 2008.
Os prazos foram estipulados pelo edital. A construtora MVG, de Guarulhos, venceu a concorrência pública e terá de entregar a construção no período estabelecido. A obra custará, ao todo, R$ 11.015.977,30. Deste valor, mais de R$ 7,5 milhões foram obtidos junto ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Cerca de R$ 3,5 milhões serão desembolsados pelo própria universidade.
O contrato da Unesp com a MVG foi definitivamente assinado no dia 2 de agosto pelo reitor da instituição, Marcos Macari. A partir dessa data, seriam contados dez dias para o início das obras. O prazo, dessa forma, seria ontem, mas, pela lei, termina de fato no primeiro dia útil seguinte, ou seja, nesta segunda-feira.
Segundo o engenheiro-chefe da obra, Anilson Donizete de Freitas Capelo, a primeira etapa é a capinagem do terreno. “Esta etapa deverá durar cerca de dois a três meses”, disse, por telefone, o engenheiro que atualmente chefia pessoalmente a construção de um hospital da Prefeitura de São Carlos.
Em seguida, as máquinas entrarão em ação para a terraplenagem. Pela previsão da empresa, os primeiros prédios serão erguidos somente a partir de janeiro de 2007. “Isso é natural porque precisamos primeiro preparar o terreno para depois colocarmos as estruturas”. Anilson garantiu que toda a construção deverá ser realizada dentro do prazo. “Temos estrutura suficiente para concluirmos tudo dentro do prazo”.
O PRÉDIO ANTIGO
Com o início das obras e a perspectiva de inauguração do campus “Jornalista Corrêa Neves”, começou a discussão sobre o que fazer com o prédio antigo. “Terminou uma dor de cabeça, começou outra”, disse o diretor do curso, professor Ivan Aparecido Manoel, que nesta semana se reuniu com o reitor, Marcos Macari, para saber o que fazer com o prédio antigo.
Uma das propostas é transformar o prédio, que no passado foi um convento e depois um colégio de freiras, em um centro cultural. Parte dos alunos e professores do curso de Direito querem que somente o curso permaneça no Centro, mas o próprio diretor acha a hipótese pouco provável. “Para simplificar a parte operacional, é provável que todos os cursos irão mesmo para o novo campus” disse Manoel.
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