O industrial Francisco de Assis Tótoli, que completaria 64 anos terça-feira, foi encontrado morto ontem à tarde em uma estrada de terra próxima à Rodovia Tancredo Neves (Franca/Claraval). Ele apresentava um profundo ferimento na cabeça, possivelmente causado por pauladas. A polícia trabalha para esclarecer a autoria e os motivos do crime.
A única versão existente até o momento foi recebida com ressalvas pelos investigadores. Por volta das 13 horas de sábado, a doméstica ZMS foi ao Plantão Policial e contou uma história estranha. Ela se apresentou como namorada da vítima e disse que estava com ele no interior de um Logus bege diante de sua casa, no Jardim Paulista. Em determinado momento, um homem armado com facão se aproximou e os rendeu.
Na seqüência, teriam seguido no veículo para uma estrada de terra, perto do Paiolzinho. No local, o desconhecido teria agredido e matado a vítima. O assassino ainda teria ido até Claraval com a mulher e a violentado. Depois, a trouxe de volta até Franca. A doméstica disse que demorou para denunciar o caso, pois estaria com medo de represálias por parte do suposto agressor.
Após apresentar sua versão, ela levou o investigador Fábio Guimarães até o local em que o industrial foi morto. O corpo estava coberto por plástico e caído de bruços às margens de uma estrada de terra de acesso à Fazenda Santa Marcelina, perto da entrada do Paiolzinho. A carteira da vítima não foi encontrada. A equipe de homicídios da DIG investiga a ocorrência e não descarta o envolvimento da doméstica no crime.
Francisco de Assis Tótoli foi proprietário da extinta empresa de calçados Pampa, no Jardim Planalto. Atualmente, fabricava sandálias de maneira terceirizada no fundos de sua residência no mesmo bairro. Pai de duas filhas, ele estava em processo de separação de outra mulher.
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