Se em Franca existisse um sistema de alerta para detectar possibilidade de ataques, como os usados na Inglaterra e nos Estados Unidos, neste domingo ele estaria na cor vermelha, ou seja, acusaria risco iminente. As forças policiais da cidade decretaram estado de atenção máxima para tentar coibir ocorrências de atentados criminosos neste Dia dos Pais. A hipótese de uma rebelião na cadeia de Jardim Guanabara também é levada a sério.
Informações obtidas pelo Setor de Inteligência da Polícia Civil, por meio de escutas telefônicas e denúncias, revelam que há a possibilidade de ocorrerem ataques e rebeliões comandados por líderes do PCC (Primeiro Comando da Capital) em todo o Estado. Uma onda de boatos sobre eventuais ataques começou a circular na cidade no início deste mês.
Segundo o apurado pelas autoridades, presos beneficiados pelo indulto teriam saído da cadeia com a incumbência de servir de “pombos-correio”, transmitindo ordens para criminosos promoverem atentados. Familiares de detentos também teriam sido orientados a não visitá-los hoje.
Foi exatamente no último indulto - o do Dia das Mães - que o Estado foi abalado pela primeira onda de atentados promovidos pela facção criminosa. Naquele fim de semana de 14 de maio, três ônibus foram queimados em Franca e bandidos tentaram matar policiais. Uma rebelião tomou conta da cadeia pública. “Naquela oportunidade, presos que saíram para visitar seus familiares foram orientados a promover ataques e a não retornar à cadeia sob risco de serem mortos”, contou um policial que pediu para não ter o nome divulgado.
As autoridades não sabem se as promessas de novos atentados saíram do comando do PCC ou se são meros boatos. Na dúvida e depois de ataques que espalharam o pânico no Estado, a polícia não quis esperar para ver. Folgas foram suspensas e policiais receberam a ordem de não deixarem a cidade. Todos foram orientados a redobrar os cuidados. “Não acredito que possa haver rebelião, mas não serei irresponsável de ignorar a possibilidade. Por isso, reforcei o número de carcereiros e estamos atentos a qualquer movimentação”, disse o delegado Alan Bazalha Lopes, diretor da cadeia.
Temendo novos prejuízos, a empresa São José reduziu a circulação de veículos no período noturno. Os ônibus que fazem linhas em bairros da periferia são escoltados por viaturas ou estão com PMs à paisana em seu interior.
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