Abusos ao telefone, duplo contrato de trabalho, envolvimento em crimes e conduta imprópria com a função. Estas foram as irregularidades cometidas pelos três funcionários demitidos por sugestão da Comissão de Sindicância. Outros cinco processos graves tramitam hoje no órgão e podem resultar em desligamento.
Um dos mais curiosos diz respeito a um guarda civil municipal, que teria gasto mais de R$ 6 mil em telefonemas a partir da sede da GCM, a maioria delas para cidades da Bahia. Após um levantamento detalhado da conta e a constatação de que as ligações eram realizadas sempre no plantão do guarda, foi aberto processo que terminou em demissão. A prefeitura abriu processo civil contra o ex-servidor para tentar reaver o dinheiro.
Outro caso de grande repercussão envolveu uma médica da rede pública. A profissional mantinha dois contratos de trabalho com a prefeitura, como emergencialista e pediatra, além de receber um número excessivo de horas extras. Em alguns horários, a médica teria de estar em dois lugares no mesmo horário. A prefeitura demitiu a servidora e quer que ela devolva R$ 150 mil aos cofres públicos. Um enfermeiro que se envolveu em uma briga de rua e acabou preso também perdeu o cargo.
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