Nasrudin Alves Oliveira Silva, ou simplesmente “Din”. Aos 20 anos, ele foi um dos atletas “oriundis” que renovou contrato com o Franca Basquete para esta temporada. Mesmo jogando pouco na temporada passada, o garoto chamou a atenção e conquistou a confiança do treinador Hélio Rubens Garcia. Ele promete não decepcionar.
De família humilde, Din se virou como pôde para estudar e jogar basquete. Hoje, com seu salário ajuda em casa e paga as despesas da faculdade (cursa Educação Física). Ele começou a jogar basquete aos 7 anos. Aos 12 entrou para a Aspa (Associação de Pais e Amigos do Franca Basquete), que estava sendo fundada naquela época e já se federou. “Meus tios jogavam e me levavam para as escolinhas. Gostei e até hoje não parei”. O primeiro treinador de Din foi João Marcelo Leite, que hoje trabalha com categorias de base nos Estados Unidos. “Todos os anos fazia a peneira para continuar na Aspa e fui passando por todas as categorias até chegar no cadete, quando passei para o juvenil do Franca Basquete”.
No começo, Din contou que nem jogava muito, pois era um dos mais baixos de sua equipe, mas à medida que foi crescendo, foi ganhando também mais espaço no time. “No pré-mini eu não jogava tanto porque era o menor do time. No infantil, infanto e cadete já melhorei e consegui a vaga de titular”.
O garoto estava no primeiro ano do juvenil e foi chamado para integrar o elenco também da equipe adulta. Com a saída de Daniel Wattfy (demitido após sucessivos maus resultados), Chuí assumiu o time e manteve Din. “Voltei das férias da escola e o Jamil, que era técnico do juvenil, me chamou pra treinar de manhã com o adulto. Passou duas semanas e o Chuí já assumiu o time adulto e foi com ele que eu comecei. Com a volta de Hélio Rubens e a montagem de um time cheio de jogadores experientes, Din não ficou de fora. “Toda mudança você tem um pouco de medo. Mas tem confiar um pouco. Confiar em Deus também e ir embora”, disse.
Hélio Rubens Garcia parece ter gostado de Din. “Ah, não é fácil conquistá-lo não. Nos treinos procuro me esforçar muito, escutá-lo, procurar fazer o que ele fala. Ele dá muitos conselhos para todo mundo. Principalmente pra mim que estou começando. Ele incentiva muito, orienta muito, pois sabe muito, e passa isso pra gente que está começando”.
Din não escondeu a alegria em ser elogiado pelo treinador, um dos melhores do País. “É muito bom. Ele é um técnico consagrado e procuro me esforçar. Vejo isso como motivação para seguir em frente, continuar sempre me esforçando, fazendo sempre o meu melhor, a cada treina, a cada jogo. É sinal que estou me esforçando e está dando resultado”, disse o jovem, que tem mais de 2 metros e é fã do astro norte-americano Michael Jordan.
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