O evangelho que será proclamado durante as missas do XIX Domingo do Tempo Comum é constituído por um discurso de Jesus na sinagoga de Cafarnaum. É um discurso eucarístico que apresenta uma dimensão profunda deste sacramento que é a presença do Espírito Santo.
O Espírito Santo faz a Eucaristia e é recebido na Eucaristia.
Quando inicia-se a Oração Eucarística número três, imediatamente antes da consagração, o padre reza: “E agora te pedimos humildemente.: Manda o teu Espírito para santificar os dons que te oferecemos, a fim de que se tornem o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo”!
A consagração acontece pelo poder do Espírito Santo que transforma as ofertas.
São João Crisóstomo assim escreveu: “Quando o sacerdote, estando diante da mesa sagrada, levanta as mãos e invoca o Espírito Santo para que inunde e toque as ofertas que estão sobre o altar, então se estabelece um grande recolhimento, faz-se um silêncio perfeito, e o Espírito Santo dá a graça e desce para transformar as ofertas”.
O Espírito Santo realiza, pois, sobre o altar, o Corpo Eucarístico de Cristo. Mas realiza também ao redor do altar, o outro corpo de Cristo; o seu corpo místico, que é a Igreja.
A Eucaristia faz a Igreja; mas a faz graças ao Espírito Santo. Santo Agostinho diz que a Eucaristia e a Igreja são o sacramento graças ao qual, no presente, se reúne a Igreja.
O Espírito Santo é o sangue que corre pelas veias da Igreja e leva a todo o corpo o alimento que vem da morte redentora de Cristo e, mais imediatamente, da Eucaristia.
Mas a ação do Espírito Santo nos atinge do modo mais íntimo e pessoal, na comunhão com o Corpo e o Sangue de Cristo.
A comunhão do Corpo e Sangue de Cristo é, pois, comunhão com o Espírito de Cristo, isto é, com o Espírito Santo.
A comunhão eucarística deve ser sempre “espiritual”, ou seja, baseada sobre uma comunhão de Espírito com Jesus. Após receber a Sagrada Comunhão sempre é necessário um momento silencioso, pois, o Espírito Santo quer agir, naquele momento, na nossa intimidade com Deus, e isso só acontece através de um pouco de recolhimento e de silêncio também por parte de nós mesmos. A comunhão é um momento especial para criar a “intimidade com Deus”. A intimidade com Deus não é um sentimento devoto ou algo reservado apenas aos santos; é uma ação do Espírito Santo.
Ao receber a Sagrada Comunhão, o Espírito Santo nos diz: “O Mestre está ai” e nos infunde o sentimento da sua presença.
O Espírito Santo é o artífice do milagre eucarístico; é o sol a cujo o pão “se eleva” sobre o altar, torna-se o pão do céu, pão da vida, pão que traz em si toda a doçura, e o cálice “transborda”, difundindo felicidade e graça em quem dele bebe.
Participando da missa no sábado ou no domingo é possível receber o “pão do céu”, é o Pai do céu que nos alimenta com o seu Filho que deu a vida para nos salvar.
Reunindo este presente de Deus queremos rezar pelos Pais vivos e falecidos com a mesma intenção: o pai que conhecemos aqui na terra cumpre ou cumpriu sua missão quando ao se desdobrar em amor pela sua Família.
Com a festa dos pais iniciamos a Semana Nacional da Família. Em nossa Diocese será vivida em todas as paróquias e o festivo encerramento será no dia 19 de agosto, próximo sábado, às 18h., no Pedrocão.
PADRE JOSÉ GERALDO é pároco da Catedral
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