A casa da Família Mattos, no Bairro São José, era pura tristeza. Durante o dia de ontem, parentes, amigos e ex-funcionários chegavam à residência do empresário Mário Flávio Trajano Mattos. “Ele foi um pai para mim”, disse o aposentado Joaquim de Souza, 78, o primeiro funcionário do Posto Brasília, um dos primeiros empreendimentos do empresário.
Entre os familiares, clima de desolação. Um dos filhos, Marco Flávio, veio de São Paulo para acompanhar os funerais. A mulher, Maria Aparecida, foi testemunha de suas palavras nas últimas horas de vida. “Estávamos no shopping com amigos e passamos em lojas de roupas para bebê e ele lembrou do neto que está para nascer, já que a mulher do Mário está grávida. Depois fomos para o Armazém Tábua de Frios, onde conversamos até ele ir embora”, disse. Ainda segundo a mulher, Mattos disse que sentia saudades do pai, Íris Trajano, morto havia quatro anos. “Ele nunca tinha me dito isso”, disse.
Mário Flávio Trajano Mattos nasceu no dia 13 de maio de 1952, em Ibiraci (MG). Era filho de Íris Trajano Mattos e Zélia Barbosa Mattos. Tinha cinco irmãos: Íris Filho, Denizar (já falecido), Carlos Donizete, Jânio e Zélia, a caçula. Casou-se em dezembro de 1978 com Maria Aparecida Trajano Mattos, 52, com quem teve os filhos Mário Flávio, 27, Marco Flávio, 24, e Flávia Maria, 16.
O empresário começou a vida vendendo tomates nas ruas de Franca, onde chegou com a família aos sete anos de idade. Já adulto, começou construindo casas e as vendendo. O contato com a construção civil o fez abrir a “Luana Construshopping”. Também chegou a ser dono de três postos de combustíveis na cidade e atualmente era dono da “Luana Motos”, revendedora da marca Honda.
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