O empresário Mário Flávio Trajano Mattos, 54, dono da Luana Construshopping, foi assassinado com dois tiros no rosto na madrugada de ontem. As circunstâncias em que ocorreu sua morte ainda são um mistério. Após ficar desaparecido por 16 horas, ele foi encontrado sem vida nos fundos do Jardim Santa Bárbara. A polícia acredita que a vítima tenha sido baleada durante uma tentativa de roubo. Os autores do crime ainda não foram presos. A equipe de homicídios da DIG ouviu três suspeitos, mas eles foram liberados por falta de provas.
Membro da família proprietária do grupo Magazine Luiza, Marinho da Luana, como era chamado pelos amigos, foi visto pela última vez na noite de quarta-feira. Ele e a mulher Maria Aparecida Trajano Mattos, 52, estavam em um bar da Avenida Paulo VI assistindo ao jogo entre São Paulo e Internacional. A mulher foi embora em seu carro antes do término da partida. O empresário tomou mais duas cervejas e deixou o estabelecimento em sua caminhonete Ranger por volta de 23h40. Ninguém sabe ao certo o que aconteceu depois.
Às 2h50 de ontem, o motorista Walterci Divino da Costa, 43, ligou para a Polícia Militar e informou que uma caminhonete estava pegando fogo perto da sua casa. “Acordei com latidos de cachorros e saí para ver o que estava acontecendo. Foi quando vi o pneu dianteiro esquerdo do veículo em chamas. Eu e minha filha apagamos o fogo com baldes de água”. A caminhonete estava com as chaves no contato, com pequenas manchas de sangue e uma pasta revirada em seu interior. Por meio das placas do veículo, os policiais chegaram aos familiares de Marinho e descobriram que ele não estava em casa. Imediatamente começaram a trabalhar para tentar encontrá-lo.
Ainda durante a madrugada, buscas foram feitas em um descampado próximo ao local em que a caminhonete foi abandonada. No período da manhã, uma pessoa não identificada ligou para a sede da DIG dizendo que o empresário havia sido morto e que seu corpo estava em uma mata no Jardim Aeroporto. Os policiais seguiram para o local, mas não conseguiram confirmar a denúncia. Detiveram três suspeitos para averiguação.
O mistério sobre o desaparecimento empresário chegou ao fim às 15h10. Algumas crianças soltavam pipas em uma plantação de sorgo nos fundos do Jardim Aviação, quando avistaram um homem caído ao solo sem vida. Era o corpo de Marinho. Ele foi morto a 200 metros do local em que criminosos balearam e queimaram o corpo de Cledinaldo Peres Neves, 32, amigo íntimo do líder máximo do PCC, no dia 23 de julho.
O empresário estava deitado de costas e tinha as mãos presas por dentro da camisa, num claro sinal de que foi imobilizado por alguém que sabia muito bem o que estava fazendo. Segundo a polícia, a vítima foi morta entre meia-noite e 2 horas. O corpo de Mário Flávio Trajano Mattos está na sala cinco do velório São Vicente de Paulo e será sepultado às 10 horas no Cemitério Parque das Oliveiras, com trabalhos da Funerária São Francisco.
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