As interceptações das ligações telefônicas da advogada francana Adriana Telini Pedro com bandidos ligados ao crime organizado não foram suficientes para o promotor de Justiça Ivan Nascimento de Castro requisitar a prisão preventiva da advogada. O cartório da 3ª Vara Criminal de Franca anunciou que ambos os processos nos quais é pedida a detenção da advogada (por associação ao tráfico de drogas e formação de quadrilha) foram devolvidos à Polícia para novas diligências.
Com isso, a advogada permanece em liberdade e, por enquanto, sem riscos de ir para a cadeia. A única punição imposta a Adriana Telini Pedro foi a suspensão preventiva de 90 dias, imposta no dia 23 de junho pelo Tribunal de Ética e Disciplina da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) em Ribeirão Preto.
Em relação ao processo disciplinar que originou essa punição, o Tribunal deverá se reunir novamente somente no início de setembro, quando será definida a pauta dos próximos julgamentos. A data do primeiro julgamento pode coincidir com o fim da suspensão preventiva, ou seja, em 23 de setembro.
Em Brasília, a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Tráfico de Armas ainda não tem data definida para ouvir Evandro Carlos da Silva, bandido preso em Valparaíso que manteve um romance com a advogada francana e que ela mesmo confessou aos membros da CPI, em depoimento na Câmara dos Deputados, e em entrevista em Franca, quando cunhou a famosa frase “Eu não pequei, mas amei”.
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