Policiais do 5º Distrito Policial prenderam, na tarde de ontem, um adolescente de 15 anos acusado de participar dos atentados de terça-feira contra uma farmácia e um supermercado do Parque Vicente Leporace, zona norte da cidade. No DP, o garoto confessou que ajudou a incendiar os pontos comerciais.
O delegado Hélder Rodrigues disse que o destino do menor será a internação em uma unidade da Febem (Fundação do Bem-Estar do Menor). Será sua segunda passagem pela instituição em menos de um ano. A apreensão do adolescente e seu conseqüente encaminhamento à instituição trará tranqüilidade à região do Leporace, principalmente aos comerciantes. O policial apontou o garoto como “inimigo número um da sociedade”. “Ele é muito problemático. A população sempre cobra seu recolhimento, pois ele rouba todos os dias. Felizmente, a Justiça concedeu sua custódia por cinco dias, conseguimos mais provas e seu caminho, agora, será a Febem.”
O adolescente identificou os outros dois autores dos atentados aos pontos comerciais, que também seriam menores. A polícia trabalha para localizá-los e interrogá-los ainda hoje. “São conhecidos aqui no bairro. Nosso objetivo é apreendê-los rapidamente para tentarmos descobrir os mandantes dos crimes”, disse Rodrigues.
O presidente do Conseg (Conselho de Segurança) do Leporace, Antônio Carlos Lima, o “Toninho”, avalizou as declarações do delegado e disse que o garoto é um verdadeiro “tormento”. “Ele é frio e calculista. Não se arrepende dos crimes que comete. Se tiver uma arma nas mãos, mata uma pessoa sem pensar duas vezes. Sua internação na Febem certamente agradará a todo o Leporace”, disse.
Além da participação nos atentados, o menor conta com várias passagens anteriores na polícia por diversos delitos, como roubo, furto mediante arrombamento, porte e tráfico de entorpecentes e até pela pichação do muro do 5º DP.
FRIEZA
O adolescente reconheceu que participou dos atentados contra o supermercado e a farmácia com naturalidade. Não soube detalhar os motivos que o levaram a cometer os atos, mas negou ter agido a mando de alguém. “Ninguém me mandou fazer. É por minha conta mesmo”. Sobre a segunda internação na Febem, o menor estava conformado. “Não tem como arrepender. Agora, tem que tirar a caminhada (prisão)”, disse.
O motivo que o leva a cometer tantos crimes seria o consumo de entorpecentes, que ele reconhece usar desde criança. “Comecei com 9 anos. Minha mãe tentou me ajudar, mas eu não quis.”
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