Marina dos Santos, 39, foi apresentada ao trabalho ainda criança. Aos 9 anos, já costurava sapatos para ajudar os pais. Até hoje pesponta alguns pares, mas com lucro pequeno, o marido doente e os três filhos para criar, investiu em outro serviço.
Há 18 anos, seguiu o ofício dos irmãos. Comprou um carrinho de mão, depois o cavalo Gaúcho e a carroça para catar papelão e não parou mais. Com a venda dos recicláveis, sustenta a família e realizou um sonho distante para muitos: a casa própria. Depois de 15 anos como catadora, comprou um terreno no Recanto Elimar 3. Em três anos, construiu dois quartos, cozinha e banheiro.
O marido é pedreiro, mas está com diabetes e colesterol alto. Não pode fazer muito esforço. Ele, quando está bem de saúde, a ajuda a recolher e separar papelão, mas, na maioria dos dias, Marina é obrigada a “pilotar” a carroça desacompanhada. “Pego papel no Noêmia e Consolação às dez horas da noite, toda quarta-feira e passo nas casas sozinha.” É um risco necessário. A renda da família é de R$ 400 mensais.
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