Desafio


| Tempo de leitura: 1 min
Irma Caceres, 57, é uma senhora humilde. Com seu um metro e meio de altura, 51 quilos, roupas fechadas e chapéu de palha, é um dos rostos que cruzam a cidade puxando mais de cem quilos no carrinho cheio de papelão diariamente. A necessidade do emprego surgiu após a morte do marido. Há cinco anos, um câncer no pulmão levou o companheiro e a deixou sem qualquer fonte de renda. Durante alguns anos, Irma sobreviveu com ajuda dos dois filhos já casados, mas para “continuar vivendo” resolveu trabalhar: “Com o dinheiro da sucata, acerto as contas de telefone, água e luz”. Ela ganha R$ 250 por mês. Percorrer ruas do Jardim Dermínio, onde mora em casa própria, das Vilas Raycos, Rezende e Santa Luzia, sob um sol escaldante, é um desafio. Com problema de pele, não pode tomar sol, pois o corpo inteiro descama. Para amenizar a exposição aos raios solares entre as 7 e 13 horas, ela passa filtro solar e se cobre com uma fralda enrolada na cabeça, chapéu de palha que faz sombra no rosto e ombros e roupas de manga longa. “Já me acostumei a sentir calor.” Por que não uma profissão menos nociva? “Como catadora da papelão tenho autonomia.”

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários