Nota média do Enade na região é 3


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Sete por cento dos 5.511 cursos de ensino superior avaliados pelo Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes) registram um índice muito baixo na avaliação feita no ano passado. Numa escala de 0 a 5, os cursos obtiveram notas de 1 a 2, conforme dados divulgados esta semana pelo Ministério da Educação. Na região, a média foi um pouco melhor. A maioria das notas da Unifran (Universidade de Franca), da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ituverava e do Centro Universitário Claretiano de Batatais, foi 3. Por outro lado, a nota da Unesp (Universidade Estadual Paulista), de Franca, que teve apenas o curso de História avaliado, foi 1. No Brasil, 53% dos cursos alcançaram média 3; 20%, entre 1 e 2 e 27% entre 4 e 5. A região Sul do País ficou com o melhor percentual de aproveitamento, representando 29,9%, e o Nordeste, 29,8%. O Sudeste ficou em terceiro lugar com 27,6%. Em todo o País, foram avaliados 277.476 estudantes dos cursos de Arquitetura e Urbanismo, Biologia, Ciências Sociais, Computação, Engenharias, Filosofia, Física, Geografia, História, Letras, Matemática, Pedagogia e Química. O Centro Universitário Claretiano de Batatais teve seis cursos avaliados (biologia, computação e informática, filosofia, letras, matemática, pedagogia), sendo que cinco conseguiram média 3 e apenas computação e informática obteve nota 2. No total, mais de 600 alunos fizeram a prova. “O Enade seguramente fará as universidades e faculdades brasileiras olharem mais para o seu próprio umbigo e não para o vizinho. Assim, as potencialidades de uma Instituição de Ensino Superior poderão determinar a qualidade de seu ensino, o seu próprio padrão de desempenho e conseqüentemente a sua sobrevivência”, disse o pró-reitor, Luís Cláudio de Almeida. A Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ituverava inscreveu 348 alunos, dos quais 261 fizeram a prova. A instituição teve seis cursos avaliados e a maioria tirou a nota 3. O curso de Biologia foi o que tirou a menor nota: 2. Para o coordenador pedagógico da área, Antônio Luís de Oliveira, a nota baixa foi uma surpresa. “Acredito que o maior problema foi com os alunos que estão iniciando. Por isso, precisamos ver onde estamos falhando”, disse Oliveira. Na faculdade, foram avaliados ainda os cursos de geografia -, que fechou no ano passado depois de 30 anos por falta de alunos -, o de história, letras, pedagogia e matemática.

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