Loucuras em leilões das Corridas Hípicas


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Ver uma costela de vaca ser vendida a R$ 1.200, um frango ou um peixe assado a R$ 400 e um quadro produzido a partir de tricô com o desenho de um cavalo a R$ 2 mil é impossível? Não. Esses são os preços, inimagináveis, pelos quais chegam a ser vendidas algumas das prendas oferecidas em leilões promovidos por clubes hípicos durante o Campeonato Regional. Tudo para ajudar as equipes em seus gastos fixos, que podem ultrapassar os R$ 10 mil mensais. Essas promoções são realizadas ao final das corridas consideradas “clássicos da rodada”. O público, que chega a mais de mil pessoas (Claraval reúne mais de três mil expectadores em disputas assim), incentiva os diretores dos clubes a realizarem quermesses e também os conhecidos e tradicionais leilões de prendas. Os objetos leiloados, na maioria das vezes, são doados por torcedores cativos. Esse é o caso do proprietário de um restaurante da cidade, Gilmar Antônio Coproski, e sua mulher, Andréia Rodrigues. Eles são torcedores do Clube Hípico Claraval, que já conseguiu arrecadar até R$ 6 mil em apenas um evento do gênero. “Recebemos o apoio de muita gente como empresários e da dupla Rio Negro e Solimões. Outros cantores ajudam fazendo shows para atrair mais público”, comentou Vilson José Souza, o “Cabrito”, diretor do clube mineiro. O Claraval foi o organizador de um desses arremates, que vendeu os alimentos com os preços citados acima. “Em 2003 e 2004 conseguíamos mais ajuda. Esse ano mudamos um pouco a estratégia porque percebemos que as pessoas cansaram-se um pouco”, apontou Cabrito. Segundo ele, na Festa de São Bernardo Abade, realizada entre os dias 18 e 20 deste mês, haverá um leilão organizado pelo município. Essa quermesse acontece em homenagem ao padroeiro de Claraval (MG), que há mais de 50 anos foi um dos motivos que levaram à criação das Corridas. O clube fará um baile dia 18 e quer arrecadar os mesmos R$ 6 mil. O próximo leilão organizado pelo clube só deve ocorrer nas semifinais da temporada, em setembro. A tradição se estende a outros clubes. No Paiolzinho, em Franca, o Nove de Julho arrecadou R$ 2 mil com a venda de um quadro que estampava a imagem de um antigo cavalo, o Bainho, no ano passado. Outro leilão está marcado para dia 27. A explicação para os altos valores não é lógica nem mesmo na boca de quem é beneficiado. “O leilão torna-se uma brincadeira e uma disputa entre os presentes”, comentou o diretor do Claraval. Mas há também quem não tenha se dado muito bem com essas promoções. É o caso do Clube Hípico Cássia. “Já tentamos, mas não funcionou. Os valores arrecadados não compensaram. Preferimos então realizar apenas shows”, explicou o presidente do time, Luiz Hélio.

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