Concurso será tema de audiência no dia 21


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O promotor da Cidadania, Paulo Borges, disse ontem que realizará uma audiência no dia 21 para tratar da anulação da prova de Direito do concurso público da Câmara que teve 27 de suas 30 questões copiadas. Ele esteve na Câmara na tarde de ontem, onde conversou com o presidente Marcelo Mambrini (PMN) - um dos convocados para a audiência, ao lado da reitora do Uni-Facef (Centro Universitário de Franca), instituição que organizou a prova, Edna Maria Campanhol, e o formulador das questões da prova, José Sérgio Saraiva. Borges comunicou a Mambrini sua intenção de anular a prova e o informou, baseado em pareceres do STF (Superior Tribunal Federal), de que o presidente poderia fazê-lo. “Vim antecipar a ele que o único caminho é a anulação”. Mambrini manteve a inércia que tem marcado seu comportamento sobre o assunto. “Buscarei as informações necessárias para decidir o que fazer”, disse. Borges não afasta a hipótese de mover uma ação na Justiça para anular a prova. O encontro serviu ainda para que o promotor comentasse a recusa dos vereadores em relação ao projeto que pretendia delimitar as atribuições dos assessores parlamentares, na terça. Borges disse que a Câmara tem até o dia 31 de dezembro para cumprir essa a obrigação acertada entre ele e Mambrini em março deste ano. A mesma proposta pode voltar a ser votada se obtiver o apoio de dois membros da Mesa Diretora e mais seis vereadores. “Vou esperar até o fim do ano. Caso a delimitação não ocorra, analisarei se existe razão para a administração pública ter um cargo que não tem atribuição específica”, disse.

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