A terceira onda de ataques atribuídos ao PCC (Primeiro Comando da Capital) tem deixado as autoridades e a população em alerta. Os incêndios a ônibus e o desespero de motoristas e cobradores já se tornaram motivos suficientes para que as empresas São José e Atual, que operam o transporte coletivo da cidade, colocassem menos ônibus nas ruas e cortassem em 40% os veículos em circulação após as 21 horas. Os “corujuões” foram suspensos até segunda ordem. A Empresa São José não detalhou quais linhas teriam circulação reduzida de ônibus.
A polícia, por sua vez, está em alerta máximo. As folgas e férias de todos os membros foram suspensas por período indeterminado. Vários agentes à paisana circulam pela cidade em busca de eventuais suspeitos. O setor de inteligência da polícia tem colhido informações na tentativa de obter pistas ou ao menos rastros.
Os PMs estão atuando também nos ônibus coletivos, numa média de um para cada veículo. Nos pontos finais de bairros considerados problemáticos, veículos camuflados com policiais à paisana estão em alerta para qualquer movimento suspeito.
O delegado seccional, Mauri Segui, quer também controlar o tráfego de motoqueiros entre as 20 horas e as 5 horas do dia seguinte, com exceção de mototaxistas e motociclistas devidamente autorizados que realizem transporte neste intervalo de tempo, como os entregadores de lanches e pizzas. Anteontem, Segui apresentou a idéia ao prefeito Sidnei Rocha (PSDB), que prometeu analisar a proposta, mas disse que só deve apresentar um projeto neste sentido se houver parecer positivo do Jurídico da prefeitura. “Quero saber se essa restrição não esbarra na Constituição Federal”, disse Sidnei num comunicado oficial.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.