Entra política e sai política a história é a mesma, todos prometem, mas ninguém cumpre. Há quatro anos, a população idealizava um País melhor, eis que não aconteceu. Na oportunidade o PT era a solução, Lula dizia que iria mudar o sistema, porém nada mudou, a não ser a corrupção desenfreada que macula o País.
Está na hora da sociedade arregaçar as mangas, e fazer algo de útil para o País. Não importa quem vença as eleições de outubro, é inadmissível a falta de responsabilidade, compromisso, e respeito com o dinheiro Público.
Em nosso País, não há qualquer preocupação em educar o homem, fazendo-o assimilar bons princípios. Ao contrário, o costume propagado estimula a expectativa da chegada ao poder para o gestor ficar mais rico, dar emprego para amigos, exercer tráfico de influência, enfim, numa linguagem cruelmente realística, assaltar o dinheiro do povo. Essa distorção de comportamento acaba se consolidando cada vez mais diante do costumeiro êxito dos agentes que assim procedem. Muito contribui para isso o fato de não reputarem os operadores do direito como sendo de alta periculosidade as pessoas que, comprovadamente, se apropriam de verbas públicas.
É dolorosa esta constatação, mas irrefutável diante das luzes isentas e da avaliação implacável da história.
Na verdade, a ordem jurídica assemelha-se a um grande edifício, cujo alicerce é constituído pela moral que se propaga pelos bons costumes. Se, na sociedade, os costumes disseminados são de agressão à coisa pública, se os valores são distorcidos pelos detentores do poder, aquela base de sustentação se fragiliza, provocando a ruína da edificação.
Uma República em que representantes do povo não conseguem deixar de priorizar o próprio interesse, ainda quando no exercício de relevantes funções, acaba por difundir costumes incompatíveis com os bons princípios, através dos quais a moral se expressa. O seu excessivo abandono na base da sociedade prejudica a própria efetividade do direito. A violência insuportável nas ruas de nossas cidades é apenas a confirmação de que, na moral, reside o verdadeiro alicerce de sustentação do direito.
Sem uma imediata propagação da Ética, de modo acessível ao povo, os presídios, construídos diariamente, continuarão sempre insuficientes para atender à demanda de espaço para reclusão de criminosos e o Direito, mesmo largamente difundido, persistirá mutilado em todos os segmentos do grupo social. Crianças e jovens continuarão a inspirar-se no exemplo de governantes que transformam a missão de servir ao povo em instrumento de assalto aos cofres do Estado, sem qualquer reação efetiva da sociedade para inibi-los, ou desestimular o crescente número de seguidores dos seus exemplos degradantes.
A sociedade deve, urgentemente, educar seus jovens para serem cidadãos justos e virtuosos. A sabedoria de Platão constatara que ‘o Estado é o que é porque seus cidadãos são o que são. Portanto, não devemos esperar ter melhores Estados enquanto não tivermos homens melhores...’ (História da filosofia, Will Durant, Nova Cultura, 2000, pg. 46).
DENNER MANOEL DOS REIS é advogado
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