A torcida são-paulina de Franca fez seu papel. Viajou mais de quatro horas até a capital para empurrar o São Paulo para cima do Internacional no primeiro jogo da final da Libertadores. Não deu certo. Os torcedores que saíram em nove ônibus da cidade chegaram em São Paulo por volta das 17 horas, uma hora antes da abertura dos portões do Morumbi.
Henrique Baldoíno, que na semana passada viu o Tricolor passar fácil pelo Chivas Guadalajara com o placar de 3 a 0, estava confiante antes da partida começar. “Todo mundo está confiante que o time obterá um bom resultado, quem sabe uma goleada”, disse. Mas ontem não era esse dia. E a quinta-feira será difícil: o ônibus de volta a Franca tinha horário previsto para as 8 horas de hoje. O vilão da torcida também foi revelado. “Não quero mais ver o Danilo no time”.
Já Marcelo Sola de Freitas, que foi ao seu primeiro jogo, neste ano, da Libertadores, não deu sorte. No início da partida, ele ainda confiava em um placar de 3 a 0. Viajou até com a camisa que comprou na final do ano passado. Confiante, revelou que estava vestido com ela no estádio. Assim, nunca havia visto o São Paulo ser derrotado. A tradição foi quebrada.
Quem esperava uma quinta-feira alegre e conseguiu foi a gaúcha Fabiane Herzer. Moradora de Franca, ela disse que assistiria ao jogo em sua casa, com amigos são-paulinos, mas pretendia não sofrer com dores de cabeça. “Os gremistas engrossaram a torcida do São Paulo. Fiz minha parte, bem comportada, pelo Inter.” Como no estádio, a minoria foi mais feliz. (RC)
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