O presidente da Abicalçados (Associação Brasileira das Indústrias de Calçados), Elcio Jacometti, tenta agendar para a próxima semana, em Brasília, uma reunião com a diretoria do Banco do Brasil, que reteve R$ 400 milhões do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) destinados para capital de giro das empresas do setor coureiro-calçadista.
O dinheiro provém do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e não foi repassado devido à situação financeira instável de algumas empresas. Embora o dinheiro tenha sido liberado pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, o Banco do Brasil é o responsável pela operação da verba.
O presidente da Abicalçados disse que o BB tem imposto restrições que tornaram impossível o saque de até R$ 5 milhões que cada empresa tem disponível para operar. “Na verdade, só consegue estes empréstimos quem está com a situação financeira estável e não precisa de dinheiro para capital de giro”. Segundo ele, o programa foi criado para justamente os empresários que investiram, apostaram nas exportações e se descapitalizaram com a redução do dólar.
O empréstimo tem juros da TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo), de 7,5% ao ano, mais 2,5% ao ano, e com um ano de carência para pagar a primeira parcela.
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