Vereadores rejeitam intervenção do MP


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A Câmara Municipal rejeitou, ontem, projeto de resolução de autoria da Mesa Diretora que pretendia estabelecer as atribuições de um assessor parlamentar, funcionário que auxilia o vereador em suas ações. O envio do projeto era condição de um acordo firmado entre o presidente Marcelo Mambrini (PMN) e o promotor Paulo Borges após a contratação de dois assessores por parte de Mambrini para as funções de recepcionista e instrutor de informática da Câmara em março. Cada um deles recebe cerca de R$ 1.800 mensais. O projeto estabelecia uma lista de 30 atribuições aos assessores. Os mais radicais na rejeição da proposta foram Gilson Pelizaro (PT) e Jepy Pereira (PSDB). O petista atacou Mambrini. “O promotor quis dar um puxão de orelha a Vossa Excelência e acabou dando um puxão de orelha a todos. Quem escolhe o perfil do meu assessor sou eu”, disse. Para o tucano, o problema era a orientação de Paulo Borges. “O que não se pode aceitar é a imposição do Ministério Público (MP)”, disse. Mambrini foi à tribuna e fez questão de ler o projeto na íntegra. Depois disso, afirmou que estava fazendo a sua parte do acordo com o MP. “Estejam à vontade para aprovar o projeto ou não”, disse. A resposta dos parlamentares veio de forma contundente: treze votos contrários, inclusive de Fábio Liporoni (PMDB), suplente empossado ontem no lugar de Marcelo Caleiro (PMDB), que pediu licença de 62 dias para se dedicar integralmente à candidatura de deputado estadual. Marcelo Valim (PSDB) preferiu não votar a matéria, alegando que não possui assessor parlamentar e, por isso, não deveria opinar. A Mambrini, que não vota neste tipo de matéria, não restou outra alternativa a não ser encaminhar a decisão de seus colegas ao MP e aguardar o posicionamento da Justiça. “Se o promotor entender que o cargo de assessor é ilegal, por não ter suas atribuições especificadas, não restará outra alternativa a não ser exonerar todos eles”, disse. DIA DE HOMENAGENS Em dia de homenagens -policiais rodoviários e o presidente nacional da LBV (Legião da Boa Vontade), José Simões de Paiva Neto, foram os homenageados - os vereadores autorizaram a contratação temporária de 14 funcionários pela Prohab (Habitação Popular de Franca) para supervisionar a construção de 160 casas populares no Jardim Santa Bárbara.

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