Nesta última segunda-feira chegaram a Franca 23 voluntários estrangeiros para trabalhar na construção de duas casas populares, uma no Jardim Luiza e outra no Jardim Elimar, que serão erguidas por meio da ONG (organização não-governamental) “Habitat para Humanidade”, que seleciona as famílias contempladas. A obra é financiada pelo banco internacional Citigroup.
Eles são o quinto grupo a auxiliar construções na cidade. Até hoje já foram concluídas 42 casas em 21 terrenos doados pela Prefeitura de Franca, além de 3 casas construídas em áreas das próprias famílias.
Os estrangeiros arcam com todas as despesas de viagem, alimentação e desembolsam uma doação em dinheiro para a ONG. Segundo o líder dos voluntários, Richard Cowen, 59, é muito fácil conseguir colaboradores para o Brasil.
“Os americanos enxergam os brasileiros como amigos e passamos as férias voluntariando, e o nosso maior prazer é ver a casa construída”. A professora universitária Cláudia Schrader, 37, dá aulas na City University of New York e diz estar feliz com a atividade. “Estou aqui pelo voluntariado e não é cansativo, pois é muito bom fisicamente e espiritualmente.”
O agente administrativo da ONG, Luís Carlos Mendes, 42, disse que as famílias carentes de Franca que quiserem participar do programa devem aguardar, pois não há previsão de abertura das novas inscrições, pelo menos, por enquanto.
REQUISITOS
Entre os pré-requisitos para uma família participar do programa estão: ter renda de 1 a 3 salários mínimos, morar no município de Franca há mais de 2 anos e possuir disponibilidade para trabalhar nos mutirões. As prestações da casa própria, para quem é selecionado, são de até 20% da renda familiar e podem ser divididas em até 10 anos. Cada moradia custa cerca de R$ 18 mil e as prestações variam de R$ 49 a R$ 120.
A Habitat para a Comu-nidade é uma organização não-governamental sem fins lucrativos, que desenvolve comunidades através da cons-trução de casas simples e econômicas. Está presente em 100 países e já atendeu mais de 180 mil famílias.
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