Agricultores familiares de dez municípios da região ganharam um reforço ontem com o lançamento do projeto Viabilidade da Cafeicultura Familiar. O programa será desenvolvido pela Cati (Coordenadoria de Assistência Técnica Integrada) em parceria com várias instituições, como a Cocapec (Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas) de Franca, com o objetivo de acompanhar de perto o desenvolvimento de pequenos cafeicultores.
O lançamento foi na sede da Cati, reunindo produtores de toda a região. Entre eles, estava o casal Maria Lúcia de Paiva Silva e João Pedro da Silva, proprietários de um sítio em Ribeirão Corrente. Os agricultores produzem hoje 70 sacas de café em toda a plantação, mas, com a orientação de técnicos, esperam colher até 200 sacas ao fim do projeto.
O agricultor Domingos Clementino Silva, proprietário de um sítio em Itirapuã, também está bastante otimista. “Hoje colho 60 sacas de café, mas na lavoura que tenho acredito que posso chegar a 140 sacas. E isso poderá ser possível com o conhecimento que vou adquirir para saber como tratar melhor minha plantação”, disse.
José Lélio Rodrigues, que tem um sítio em Franca, diz que sabe lidar com café, mas pode melhorar a técnica ao ser melhor orientado. De acordo com o diretor da Cati, Paulo de Tarso, haverá, em média, duas visitas às propriedades, onde serão feitas análise de solos e desenvolvidas técnicas de trato, inclusive irrigação. “Se o agricultor crescer, ele poderá até gerar emprego no campo, deixando apenas de contar com a ajuda familiar.”
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