Morre o maestro Moacir Santos


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“A bênção, maestro Moacir Santos/Não és um só, és tantos como/O meu Brasil de todos os santos”. A frase de Vinicius de Moraes está na música Samba da Bênção, parceria do poetinha com Baden Powell. É uma homenagem a um importante músico brasileiro e, infelizmente, pouco conhecido dentro do seu próprio País: Moacir Santos, que morreu no último domingo nos Estados Unidos, onde morava com a família desde 1967. Nascido no sertão de Pernambuco, Moacir fugiu de casa em busca de seu sonho. Peregrinou por diversas bandas de música, rádios e orquestras. Com 18 anos foi para o Rio de Janeiro. Lá, trabalhou na Rádio Nacional, onde se tornou maestro e arranjador. Moacir Santos também foi professor de música e no rol de seus alunos constam Baden Powell, Roberto Menescal, Dori Caymmi, entre outros. Na década de 60, mudou-se para os Estados Unidos, de onde nunca mais saiu. Na terra do Tio San, lançou diversos CDs pelo selo Blue Note e conseguiu um reconhecimento que nunca obteve no Brasil. Sofreu um derrame nos anos 90 e teve muitos movimentos comprometidos, o que o impediu de voltar a tocar. Em 2001, voltou ao Brasil para shows do disco Ouro Negro, uma coletânea de suas músicas rearranjadas, com novas letras e nas vozes de grandes intérpretes como Milton Nascimento, Gilberto Gil e João Bosco. Logo depois, seu único disco lançado no País, Coisas (no qual todas as músicas ganharam números: Coisa nº1, Coisa nº2, Coisa nº3, etc.), ganhou a primeira edição em CD. Neste ano, ele lançou um novo disco, Choros & Alegrias, e foi o vencedor do Prêmio Shell de Música pelo conjunto de sua obra. A entrega será em novembro e seu filho, Moacir Santos Filho, deve receber o troféu em seu lugar.

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