Sinos de igreja voltam a tocar sozinhos após seis anos inativos


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Os sinos da Igreja voltaram a tocar durante a transferência dos ossos de dois padres do Cemitério para a Matriz
Os sinos da Igreja voltaram a tocar durante a transferência dos ossos de dois padres do Cemitério para a Matriz
Os sinos da Igreja Matriz do Senhor Bom Jesus da Cana Verde de Batatais voltaram a marcar as horas ao compasso do relógio que fica sobre a cúpula. O padre Eloy Pupim, pároco da igreja há 26 anos, disse que há seis anos o relógio quebrou e, desde então, apenas marcava as horas, mas não acionava os sinos. Segundo ele, sem que o relógio fosse consertado, os sinos voltaram a contar o tempo quando os ossos de dois padres foram transferidos do Cemitério Bom Jesus, onde estavam enterrados, para a igreja, anteontem. “Eu acredito em milagre, pois não há explicação científica. Nem a parapsicologia, que é a ciência mais moderna, ou a física quântica explicam isso”, disse o padre, que é também professor de parapsicologia. O som dos sinos, que marcam as horas desde as 10h30 de quinta-feira, dia 3, não despertou a atenção da maioria das pessoas, que não sabiam que o relógio estragado não havia sido consertado. Naquele dia aconteceu uma celebração especial: o enterro dos restos mortais de dois párocos da igreja, monsenhor Joaquim Alves Ferreira e cônego Joaquim Alves, mortos em 1946 e 1898, respectivamente. Ambos (monsenhor era sobrinho do cônego) estavam enterrados no Cemitério Bom Jesus e foram transferidos para um túmulo descoberto na igreja há 20 dias (leia mais no texto ao lado). O fato inusitado passou a ser percebido durante a missa do último domingo, quando o padre falou sobre o suposto milagre, atribuído por ele ao monsenhor Joaquim Alves Ferreira, que foi quem doou os sinos para a igreja na década de 30. “Quando o relógio parou de acionar os sinos, eu o levei a um relojoeiro e ele disse que precisava consertar em Ribeirão Preto, pois os sinos estavam gastos, mas não achei importante e deixei como estava”. Ao tentar entender o que está acontecendo, o padre procurou o arcebispo dom Joviano de Lima Júnior, em Ribeirão Preto. “Procurei o arcebispo, que tem a plenitude do sacerdócio, e ele me disse: ‘Observe para ver se ele continuará’. Até agora continua”, disse. Nas ruas, a opinião se divide. Para Joana D’Arc Castro, que mora diante da igreja, pode se tratar de um milagre. “Moro aqui há muitos anos e realmente os sinos não estavam tocando e agora estão. É uma coisa sobrenatural. Não sabemos ao certo, mas milagre existe”, disse. Já o servente de pedreiro Jéferson Custódio pensa diferente. “Vai ver que tinha alguém escondido e ligou algum botão”, disse.

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