A doméstica Francisca Torre Cantanhede, 35, pretende entrar com uma ação por danos morais contra o comerciante JBFN, proprietário do imóvel que aluga no Jardim Boa Esperança há oito anos.
Desde a semana passada, a moradora, o irmão e os dois filhos, que moram em uma casa de fundos na Rua Washington Luiz, estão sem banheiro e sem água. Ela diz que o dono da casa mandou os pedreiros quebrarem o telhado, o encanamento e o banheiro e deixou ela e os cinco sobrinhos, que alugam a casa da frente, sem chuveiro nem vasos sanitários. “Eles estão com aluguel atrasado, mas meu pagamento está em dia e eu saí prejudicada. Acho que fez isso para nos tirar daqui”, conta a tia.
A advogada dela, Joelya Branquinho, já providenciou os documentos e pretende ingressar com a ação judicial ainda nesta semana. “O proprietário do imóvel excedeu todos os direitos e agiu com as próprias mãos. Vamos pedir indenização de 40 salários (R$ 14 mil), o máximo do Juizado Especial Cível”, disse Joelya.
Ontem, a reportagem contatou novamente JBFN e ele assumiu ser proprietário dos imóveis do Jardim Boa Esperança. Em entrevista ao Comércio, na sexta-feira, véspera da publicação da reportagem “Dono destrói casa com inquilinos dentro”, ele negou ter casas no Jardim Boa Esperança. Na entrevista desta segunda-feira, JBFN disse que não se pronunciará sobre o assunto. O comerciante falou que tem meios de provar que a história não é como seus inquilinos contam, porém, não quis apresentar sua versão ao jornal.
AMPARO
Ontem, a assistente social do Cras (Centro de Referência e de Assistência Social)/Centro entrevistou os moradores para saber as necessidades deles. A Prefeitura irá ajudá-los com cesta básica. “A família poderia ser transferida para o Abrigo Provisório, mas, por enquanto, pretende continuar lá”, disse a assistente social Valéria Gimenes.
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