Obras do campus novo vão começar: e agora?


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Com a criação do novo campus “Jornalista Corrêa Neves”, a sede atual da Unesp em Franca deve ser reformada e dar lugar a um espaço cultural: destino ainda não foi confirmado
Com a criação do novo campus “Jornalista Corrêa Neves”, a sede atual da Unesp em Franca deve ser reformada e dar lugar a um espaço cultural: destino ainda não foi confirmado
A unidade de Franca da Unesp (Universidade Estadual Paulista) ultrapassou uma das etapas mais difíceis e que durou longos 20 anos: a liberação da verba e o início da construção do campus “Jornalista Corrêa Neves”, no Jardim Petráglia, para a próxima semana. Agora, novas dúvidas começam a pairar sobre a comunidade unespiana. A primeira delas é o que fazer com o prédio antigo. Atualmente, ele abriga não só as salas de aula dos cursos de graduação e pós-graduação de História, Direito, Serviço Social e Relações Internacionais, mas também os setores técnicos e administrativos. Algumas das salas são disponibilizadas para descanso de professores de outras cidades . O diretor recém-empossado, Ivan Aparecido Manoel, acredita que o novo local para estudos será um espaço mais racional. “A área construída no Jardim Petráglia será semelhante à do atual prédio. Só que onde estamos hoje há espaços mal aproveitados, pois o prédio não foi concebido para ser uma universidade, mas sim um convento”, declarou. Junto com os quatro cursos existentes, o prédio novo terá o de Pedagogia, um projeto antigo da diretoria da unidade de Franca. A idéia predominante é levar todos os cursos para a unidade que será construída em um ano e meio. Parte dos estudantes e dos professores do Direito quer que o curso fique sozinho na Rua Major Claudiano, para reforçar a idéia de que o prédio lembra (de longe) a Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, no Largo São Francisco, na capital. Ivan Manoel, professor do curso de História, pondera. “Teríamos problemas com a biblioteca. Parte do acervo jurídico também é utilizado pelos estudantes de Relações Internacionais, que praticamente ficariam impedidos de usá-lo.” A outra alternativa seria a autonomia do curso, transformando-o em faculdade independente, com direção e recursos próprios. “Para que isso aconteça, a LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação) determina que se tenha 50 professores com títulos de doutor. O Direito da Unesp tem cerca de 30, sendo que alguns deles se aposentarão em breve. Portanto, a autonomia é impossível, agora”, lembrou Manoel. O que fazer com o atual campus? “É interessante, porque termina uma dor de cabeça e começa outra...”, diz o diretor. “Em princípio, ele seria utilizado para atividades culturais que hoje precisam ser realizadas aos finais de semana porque não há salas disponíveis de segunda a sexta-feira”, disse. empregos Anilson Donizete de Freitas Capelo, engenheiro-chefe da MVG, empresa vencedora da licitação para as obras, anunciou que as máquinas chegarão à cidade até a próxima sexta-feira, quando termina o prazo de dez dias estipulado no edital para o início das obras no terreno localizado no Jardim Petráglia. A primeira fase começa com a limpeza do terreno. Após esse processo, as máquinas começarão, de fato, o trabalho de terraplenagem, com a divisão do terreno em níveis. “Cada nível onde serão construídos os prédios é chamado de quota. Ou seja, cada uma das etapas consistirá no erguimento de cada uma das quotas”, disse. Cerca de 50 empregos serão gerados, provavelmente ainda na primeira quinzena de setembro. A etapa de capinagem deve ser feita por máquinas com quatro ou cinco funcionários, mas para a construção dos primeiros prédios, a empresa deve contratar operários locais, pelo PAT (Posto de Atendimento ao Trabalhador).

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