A polêmica para a construção do CDP em Franca se arrasta há quase um ano. Tudo começou antes mesmo que a Câmara autorizasse a construção da cadeia, em novembro do ano passado, por meio de projeto de lei do prefeito Sidnei Rocha (PSDB). Em 31 de agosto, a novela completa seus primeiros 12 meses de vida. E, a julgar pelo andamento do processo de licenciamento, pode ser que ela ainda ganhe novos capítulos.
A proposta que viabilizava a construção por meio da doação da área municipal ao Estado chegou à Câmara no dia 6 de setembro. O Comércio e a rádio Difusora alertaram que o terreno indicado se localizava em área de preservação ambiental e que a construção poderia ser impedida. As discussões se arrastaram por mais de dois meses e o projeto acabou rejeitado pelos vereadores, com oito votos a favor e sete contra, em 27 de setembro. Sidnei enviou outro em 25 de outubro. No dia 1º de novembro, a bancada governista, com a conta certa de votos necessários, dez, acabou por aprová-lo.
Conforme já se sabia, o fato de a área ser de preservação ambiental impediu que a licença para a obra pudesse ser obtida. Em abril deste ano, a Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema) interrompeu as análises do projeto da obra por essa razão. Sidnei Rocha precisou enviar novo projeto à Câmara. A terceira proposta recortava a área do CDP e a retirava da delimitação de preservação ambiental, alterando o Plano Diretor da cidade. Novamente, a matéria gerou protestos da oposição, que afirmava que o recorte não seria suficiente para garantir a realização da obra. Ainda assim, novamente com dez votos, o prefeito conseguiu a aprovação da idéia.
A manobra sanou os problemas municipais de legislação, mas a simples manutenção da mesma área por meio da modificação na lei ainda não convenceu a Sema.
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