Arqueologia é tema de curso


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Cerca de 90 pessoas participaram ontem do Curso sobre Proteção do Patrimônio Cultural e Arqueologia Sustentável, promovido pelo Arquivo Histórico em parceria com o Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) e o Condephat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico e Turístico de Franca). Para o professor e mestre em arqueologia, Marcelo Pini Prestes, que conduziu o curso, foi muito gratificante ver o interesse que a palestra despertou nas pessoas presentes. “Tivemos muitos questionamentos e isso é importante. O que eu mais queria, e acho que consegui, é despertar a reflexão nas pessoas”, disse. Para historiadores e professores que participaram do curso, a palestra trouxe novos conceitos e idéias que não costumam ser abordados quando se fala em preservação do patrimônio histórico. “Uma coisa importante que foi falada à qual a gente quase nunca presta atenção é que o importante não é o objeto, mas sim a qualidade de vida que ele pode gerar”, observou o mestrando José Roberto Monteiro da Silva. Com esse curso, Marcelo Pini espera dar o pontapé inicial a um trabalho de educação patrimonial. O objetivo final é trazer para a cidade um Centro de Estudos Arqueológicos. Segundo ele, há registros de que tenha havido vida humana em Franca há cerca de 6 mil anos. Além disso, ele quer mudar o conceito que as pessoas têm de patrimônio histórico para que a cidade possa ter um desenvolvimento sustentável, e até mesmo uma geração de renda com turismo patrimonial. Hoje haverá alguns workshops voltados para profissionais da área, nos quais serão usados kits com material audiovisual, réplicas de artefatos de Roma Antiga, Grécia e Egito, além de peças arqueológicas nacionais que pertencem ao MAE (Museu de Arqueologia e Etnologia da USP).

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