Representar cerca de 17 mil trabalhadores, gerenciar um orçamento anual perto de R$ 300 mil, ter poder sobre negociações salariais e trabalhistas e ainda a oportunidade de se eleger, caso queira, para um cargo político. Os dirigentes sindicais têm esse “poder” nas mãos e sabem usá-lo quando necessário.
Nos últimos anos, foram vários que ocuparam cadeiras no Legislativo. Milton da Silva, por exemplo, foi vereador por um ano e dois meses, entre 2003 e 2004. Paulo Afonso, disputa, além da reeleição no sindicato, uma vaga na Assembléia Legislativa. Mas outros nomes passaram pela Câmara Municipal depois de terem representado os sapateiros.
Em 1988, o então presidente da entidade, Fábio Cândido da Silva, conquistou o maior número de votos na época (cerca de 5 mil) e se elegeu vereador. Valter Gomes (PSB) ainda ocupa uma cadeira na Câmara, mas entrou na história do Legislativo na década de 80, quando era dirigente sindical. Rubens Facirolli (vereador e secretário municipal) e Antônio José Martins, o Pardal (vereador), também estão na lista de dirigentes sindicais que conquistaram um cargo público.
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