Disputa acirrada marcou campanha


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A campanha pela presidência do Sindicato dos Sapateiros de Franca foi marcada pela disputa acirrada das duas chapas. Brigas internas vieram à tona e as ofensas pessoais também não ficaram de fora. Tanto Paulo quanto Milton tentaram convencer a categoria dos motivos de uma nova chapa, depois de terem atuado juntos por doze anos. Os dois alegam apenas divergências ideológicas, mas, no discurso, a história foi outra. Milton acusou Paulo de usar o sindicato para promover sua candidatura a deputado estadual pelo PT. Já Paulo acusou seu adversário de ter utilizado dinheiro do sindicato para fins pessoais. Essa última acusação levou Milton a registrar Boletim de Ocorrência, por calúnia e difamação, contra Paulo. Para os trabalhadores, o que importa são mesmo as propostas de cada um para os próximos três anos de atuação. As diferenças de idéias, na prática, são poucas. Milton da Silva tem apoio incondicional da CUT (Central Única dos Trabalhadores) e concorda com as mudanças previstas nas reformas sindical e trabalhista. Paulo Afonso é a favor das reformas, mas contra alguns pontos discutidos nelas, entre eles, a negociação dos direitos trabalhistas diretamente com os patrões. Questões, porém, como o fim da terceirização e o banco de horas, são defendidas por ambos.

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