Eleição no Sindicato começa amanhã


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O Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Calçados de Franca inicia amanhã a eleição da nova diretoria da entidade. Essa será a primeira vez, depois de vinte anos, que a classe terá duas opções para escolher quem comandará a maior representação sindical da cidade e região. Na disputa, duas chapas: a ASS (Alternativa Sindical Socialista), liderada pelo presidente licenciado do sindicato, Paulo Afonso Ribeiro, e a CSD (CUT, Socialismo e Democracia), encabeçada por Milton da Silva. Durante mais de vinte dias, os dois tentaram o convencimento da categoria, que reúne cerca de 17 mil trabalhadores, mas desse total apenas 3,5 mil filiados estão aptos a votar. O resultado da campanha será conhecido esta semana. Serão três dias de votação: segunda, terça e quarta-feiras. Quinze urnas circularão pelas indústrias à caça dos associados. Outras três urnas ficarão em pontos fixos. Uma na sede do sindicato, na Rua Padre Anchieta; na subsede, em Pedregulho, e outra na empresa Agabê. As urnas itinerantes ficarão nas empresas durante todo o dia e serão recolhidas às 18 horas. Cada empresa define o melhor horário da votação. O presidente interino do sindicato, Odair Carrijo, explicou que, do número de associados, uma média de 4,1 mil, apenas 3,5 mil podem votar. São sapateiros aposentados, afastados pelo INSS, em férias, dirigentes sindicais e empregados na indústria com contribuições pagas até o dia 6 de julho. Para participar, o trabalhador deverá apresentar a carteirinha de sócio, documento de identidade e carteira profissional. A votação é simples: o associado vai escolher entre Chapa 1, de Paulo Afonso, ou Chapa 2, de Milton da Silva. Além do presidente, cada chapa é composta por outros 29 integrantes. Na quarta-feira as urnas serão recolhidas e levadas ao local da apuração - ainda não definido. O resultado deve ser conhecido na mesma noite ou na manhã de quinta-feira. Há 20 anos, as eleições do sindicato acontecem sem disputas; somente uma chapa se inscrevia e, conseqüentemente, herdava a presidência. Odair Carrijo lembra que a última tentativa de se montar mais de um grupo para a disputa do sindicato ocorreu, sem sucesso, em 1994. Na época, alguns sindicalistas sapateiros tentaram registrar uma chapa e não conseguiram, mas não por questões internas, como hoje (leia matéria nesta página). A escolha da diretoria do Sindicato dos Sapateiros, que representa cerca de 17 mil pessoas, divide a opinião de trabalhadores. A pespontadeira Mara Garcia, 21, disse que, apesar de não ser associada ao sindicato, acha que os trabalhadores devem sim definir quem os representará. “Isso é democracia. Acho que, assim, poderemos cobrar efetivamente tudo que foi proposto pela diretoria eleita.” O cortador de calçados Flávio Luís Andrade tem opinião contrária. “Não deveria haver esse tipo de disputa se eles reivindicam quase as mesmas coisas e possuem praticamente os mesmos pensamentos.”

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